Mostrar mensagens com a etiqueta Emerson Lake and Palmer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emerson Lake and Palmer. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A LA TARKUS

Ao Bratz! Porque eu sei que ele sabe que eu sei que ele sabe que eu sei. Tão somente e apenas!

“The weaver in the web that he made!”

Tarkus

É uma das minhas composições musicais mais favoritas de sempre, entre todas as que amo. Dá título ao álbum dos Emerson, Lake & Palmer, que foi o primeiro LP e o primeiro investimento discográfico que fiz na minha vida.

“The weaver in the web that he made!”

O admirável trabalho de arte da capa do disco é da autoria de William Neal.

Eu tinha uns 16 anos e fiz uma subscrição por toda a família (tendo sido a maior contribuição a da Mana, a minha irmã Jacinta, que sempre foi a primeira mão a estender-se para me apoiar). Um marco incontornável do Rock dos anos 70 do Século XX.

“The weaver in the web that he made!”

São 20 minutos de música da mais alta qualidade, tanto na composição como na execução, divididos em 7 partes. Umas apenas instrumentais e outras cantadas por Greg Lake. A composição é da autoria de Keith Emerson, repartida com Greg Lake nos temas cantados.

“The weaver in the web that he made!”

1 – Eruption

2 – Stones of Years

3 – Iconoclast

4 – Mass

5 – Manticore

6 – Battlefield

7 – Aquatarkus

“You can’t hear anything at all.”

A testemunhar a excelência musical do tema podem encontrar-se no Youtube vários vídeos de diferentes abordagens e interpretações. Apresentarei alguns exemplos que seleccionei por serem diversos no estilo e execução.

“Clear the battlefield and let me see

All the profite from our victory.

You talk of freedom, starving children fall.

Are you deaf when you hear the season’s call?”

Primeiro o original, para que depois possam comparar.

“The weaver in the web that he made!”

A LA TARKUS 2

“The weaver in the web that he made!”

Uma versão condensada, num arranjo para orquestra sinfónica. Comovente o alegre empenho do maestro, assim como de toda a orquestra, dando força e vitalidade a uma peça que fala da industria militar e da futilidade das guerras e disputas sanguinárias. (No vídeo não consta nenhuma referência à orquestra, nem ao maestro, pelo que se alguém souber quem são... favor indicar)


Mauro Mulas

Não é a peça completa, apenas a introdução: “Eruption”. Embora seja uma execução em piano solo, não perde nenhum do seu brilho nem virtuosismo. Keith Emerson compõe os seus trabalhos ao piano.

A LA TARKUS 3

“The weaver in the web that he made!”

Rachel Flowers

Um testemunho de coragem, acima de tudo. Engraçado como ela imita com a boca o som do gong, que separa alguns dos trechos musicais no original. Pode não ser a execução mais isenta de fífias, mas dá bem para ver de perto a complexidade da peça e da sua execução.

Jordan Rudess, teclista dos Dream Theater

Não é a minha versão favorita, mas é um testemunho do que é possível fazer com novos recursos electrónicos e teclados. Muita criatividade e imaginação, sem fugir ao espírito da peça. O ficheiro não vem inteiro, apenas apresentando a primeira parte (Eruption, Stones of Years, Iconoclast); lamento!

A LA TARKUS 4

“The weaver in the web that he made!”

Terminamos por aqui este roteiro. Uma proposta diferente para o fim-de-semana.

E para finalizar mais um excelente exercício de execução e imaginação. Uma versão vanguardista pela pianista Aki Kuroda e a percursionista Yoshiko Kanda.

Parte 1

Parte 2

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MISSED POOR BOY

Na década de setenta do século passado eu extasiava-me com a música dos Emerson, Lake & Palmer. A sua formação em trio era suficiente para produzir boa música e a predominância de teclados era um dos aspectos que mais me atraía.

Descubro depois uns alemães com um estilo semelhante, embora suficientemente distinto para não ser cópia: os Triumvirat. Rendi-me logo na primeira audição do seu “Illusions on a Double Dimple” (1974).
Em seguida foi a vez de “Spartacus” (1975) me cativar. Mas logo se deu a saída do baixista e vocalista Helmut Köellen. Lembro de na ocasião alguns críticos terem afirmado que a sua voz era deficiente, não se enquadrando no som da banda e que teria sido esse o motivo da retirada. Discordei por completo!
Para mim o timbre de Köellen é um dos pontos de referência dos dois álbuns que ele gravou com a banda e que se tornaram os maiores sucessos de sempre dos inconstantes (em termos de formação) Triumvirat.

Köellen não havia abandonado por alguma incompatibilidade com o projecto do trio, mas apenas para enveredar por uma carreira a solo.
A 3 de Maio de 1977, Köellen chegava a casa de carro. Sem ter saído da viatura, nem ter desligado o motor, ficou ali mesmo na garagem, escutando algumas músicas do seu primeiro álbum a solo ("You Won’t See Me"), que se encontrava em fase de produção. Mais tarde foi encontrado morto por intoxicação com monóxido de carbono. Tinha 27 anos.