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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BRANCO


O estigma de ter nascido branco. Não, não me refiro aos arianos, nem a nenhum género étnico. Falo dos albinos. Num mundo que não quer aprender a deixar de lado preconceitos, todo aquele que é diferente do que a maioria entende como o padrão normal é estigmatizado e perseguido.
A escrita deste curto artigo ocorreu-me ao visionar o vídeo que divulgo abaixo e para o qual peço a vossa atenção (não deixem de assistir, de preferência em ecrã completo).

Quero também dedicar este post ao meu amigo Gus; ele é autor do blog Gustavo Thayllon, sobre albinismo. Visitem o blog do Gustavo para ficarem a saber dos dilemas e adversidades que os albinos ainda sofrem neste século XXI. Em vários países e regiões de África ainda se caçam e esquartejam pessoas albinas (principalmente crianças) para venderem os pedaços no mercado da bruxaria tribal.
Os albinos são seres com carências especiais devidas à sua morfologia. Carências que, no caso dos humanos, deveriam ser assistidas por todo o conjunto social, como um direito supremo à dignidade e qualidade de vida que qualquer um merece. Falo de seres pois o albinismo não ocorre apenas em humanos, devido à biologia que nós partilhamos com todos os seres vivos deste planeta.

sábado, 28 de agosto de 2010

ALBINOS AFRICANOS

Albinismo é o resultado duma deficiência genética hereditária que não permite a produção de melanina, levando a que o organismo fique privado de pigmentação.

Como qualquer outra perturbação metabólica que desvia da normalidade, o albinismo é rodeado de tabus e preconceitos muitas vezes supersticiosos. Uma situação de ignorância infeliz, que tem acarretado circunstâncias graves de discriminação e perseguição.

Em África, onde as evidências do albinismo são mais óbvias e onde se regista o maior número de casos, o estigma tem sido maior e com situações dramáticas de perseguição.

Os albinos são tidos, nas sociedades ignorantes, como seres marcados pelo divino cujos órgãos e membros possuem propriedades mágicas, sendo por isso muito cobiçados por feiticeiros e curandeiros que pagam avultadas quantias por partes de corpo. Criou-se então um mercado bárbaro em que crianças são mutiladas e os seus membros vendidos ao melhor pagante. Sim, isto ainda acontece em África. Embora os governos, numa tentativa de mostrar políticas de modernização, criem leis em protecção dos albinos, o certo é que pela falta de meios de aplicação e fiscalização dessas mesmas leis, as tragédias continuam ocorrendo. No pps aqui lincado podem tomar conhecimento do caso (infelizmente não único) duma menina de 10 anos a quem lhe amputaram uma perna para ser vendida a um curandeiro.

Mas não só de protecção contra criminosos canibais são os albinos africanos carentes. A falta de pigmentação sob o escaldante sol africano expõe-nos a graves doenças de pele e olhos de origem cancerígena. A grande maioria é gente pobre sem meios para a aquisição de protectores solares, nem para outros recursos de prevenção e tratamento, pelo que precisam de toda a ajuda que lhes possa acudir.