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domingo, 7 de outubro de 2012

LIVROS



Recolhi este curto inquérito do blog do Bratz (inquérito que ele respondeu com soberba mestria e apresentando verdadeiros tesouros da nossa cultura ocidental)(*). Agradado com a temática proponho-me aqui responder ao meu modo e, como não sou dessas correntes, deixo livre a oportunidade a quem queira candidatar-se à revelação das suas opiniões literárias.

Como disse acima, irei responder ao meu modo, o que significa que não me restringirei às regras do meme.

1 – Existe um livro que eu leria muitas vezes sem me cansar? Qual?
Há sempre um livro que gostamos de reler. No meu caso existem vários que gosto de voltar a visitar. Neste momento o que me ocorre é “Memorias de Adriano” de Marguerite Yourcenar. Uma biografia ficcionada do Imperador Adriano, narrado na primeira pessoa. Um exemplar testemunho na escrita erudita, mas agradável, da autora de muitas obras de referencia. Outro livro que durante muitos anos revisitei, em busca de reflexões e porque não em busca dum conselho paternal, foi “De Profundis – Epistula in Cárcere” de Óscar Wilde. Volume que durante anos conservei na minha cabeceira, até ao dia em que o ofereci à minha sobrinha, num gesto simbólico, como passagem de testemunho. Companheiro sempre desejável é “Tao, O Caminho do Meio” de Lao-Tze, por razões tão óbvias que nem as referirei.

2 – Se eu pudesse escolher apenas um livro para o resto da minha vida, qual escolheria?!
Ah! Mas isso é maldade... Apenas um?! Ora vejamos... Não irei repetir os da resposta anterior, embora os incluísse na lista sem hesitação, tal como o faria com o livro da resposta seguinte. Entre “Maurice” de E.M. Forster, “Memórias de uma Máscara” de Yukio Mishima,  escolho “101 Histórias Zen”.
Mas o livro que levaria para uma ilha deserta seria “O Livro em Branco", junto com um lápis para ir rabiscando.

3 – Indique um livro para que outros possam ler.
Pensando em todos, tanto nos aficionados pelos prazeres da leitura como nos que nem tanto assim, optei por indicar um livro de contos, pois são profundos, acessíveis na narrativa e curtos para não enfadar os mais ansiosos: “Contos Completos de Óscar Wilde”.

Comum aos três itens é a trilogia “A Dança de Pedra do Camaleão” de Ricardo Pinto, que recomendo vivamente. É uma assombrosa metáfora do nosso mundo e dos nossos governantes. Para onde quer que eu for esses três livros irão sempre comigo.

(*) Mau grado o esforço ultra-chauvinista de muitos, a cultura americana não deixa de ser uma sub-cultura derivada do grande veio cultural ocidental-europeu. Tanto na sua vertente religiosa cristã, quanto na sua vertente filosófica laica.