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domingo, 25 de setembro de 2011

ACORDO?! UMA LÍNGUA?! O TANAS!!!

O Sergio alertou-me ontem para uma notícia que viu neste site aqui. Ao que consta vai ser transmitido no canal brasileiro TV Brasil a série televisiva da TVI (produção portuguesa) "Equador". E, mais uma vez, como é hábito na tv e cinema brasileiros, no que refere às produções portuguesas, "a produção foi dublada em “brasileiro”". Para mim é caricato.

E depois venham-me dizer que falamos a mesma língua e da necessidade dum acordo ortográfico. O tanas, que falamos a mesma língua!!! Eu estou à dois anos vivendo no Recife e as pessoas ainda continuam torcendo o nariz e dizendo que não entendem o que eu falo. Mas eu entendo-os muito bem! Eu e qualquer português entende qualquer brasileiro! Basta andar pelas ruas duma nação e outra para se perceber bem (e porquê!!!) que os dois povos não falam a mesma língua. São versões bem distintas duma mesma origem.

Afinal a que serve esse tal de Acordo Ortográfico? Para mim podem rasgá-lo e metê-lo naquele sítio que todos vós estão a pensar, pois não serve senão os interesses comerciais das grandes editoras, nomeadamente as brasileiras.
Como diz o próprio autor do romance, que deu origem à série televisiva, Miguel Sousa Tavares, não passa duma grande operação de colonização imperialista do Brasil sobre todo o mundo da lusofonia.

Nota: Sobre a série ver na Wikipedia aqui.

Promo da apresentação da série na televisão equatoriana:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FALAR E ESCREVER


Pessoal! O português é uma língua riquíssima, em riscos de perder todo o seu encanto (e até romantismo) se continuarem com essa mania parva de tentarem escrever como falam.

O português escrito e o português falado NÃO são a mesma coisa!

Aprendam! Evoluam! Consultem dicionários e gramáticas! E acima de tudo LEIAM! Leiam bons livros! Os clássicos são óptimos para aprender a falar e escrever como gente.

Não somos animais para nos expressarmos através de grunhidos monocórdicos e chorrilhos de erros ortográficos e sintácticos!

sábado, 2 de abril de 2011

NEPTUNO


Quem diz que o P de Neptuno não se lê nem pronuncia???

A desvirtuação das palavras, ao serem grosseiramente deturpadas pela ignorância, é a negação duma raiz cultural que está na base de todo o saber. A língua não pode ser deturpada da sua verdade pelo errado falar de gentes incultas e sem instrução. O mau uso da língua pode ser tolerado por indulgência e compaixão para com ignaros, mas não deve ser assumido como regra, sob o risco de adopção da norma do nivelamento pelo reles em detrimento do excelente.

Um povo que desvirtua a sua língua materna não se respeita e vilipendia a sua identidade, uma vez que identidade cultural é o que une e dá sentido a uma nação.

Neptuno vem de Neptunus, deus latino das fontes e dos mares.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

LíNGUA E DIALECTO

Já deixei claro que politicamente sou a favor do Acordo Ortográfico. Contudo em termos linguísticos e culturais sou pela separação definitiva entre o português falado no Brasil e o português falado na restante Lusofonia.

O Acordo Ortográfico Político vem facilitar o entendimento do português pelos estrangeiros nas relações políticas e comerciais internacionais, assim como no ensino de português para cidadãos fora da Lusofonia. Uma normalização de regras é salutar para o desenvolvimento duma boa compreensão geral. A uniformização duma ferramenta de trabalho, como a língua, é proveitosa pois aligeira o entendimento e compreensão mútuos.

O português falado no Brasil já muito pouco tem a ver com o português falado em Portugal e na restante Lusofonia. O português do Brasil reúne todas as condições para ser considerado um dialecto e ficar isento de qualquer acordo ortográfico. 
Que se complete definitivamente o "Grito do Ipiranga", dando a total independência ao Brasil assegurando o seu linguajar como um dialecto português; o Brasileiro. Assim, além de se cortar definitivamente esse cordão umbilical, salvava-se o Português de ser destituído das suas origens linguísticas.

Assiste-se que, enquanto os países lusófonos não sul-americanos, olham para Lisboa em busca de directrizes para o desenvolvimento do Português, o Brasil olha para Washington em busca de influências. O Português é uma língua Indo-Europeia do ramo das línguas latinas e não do ramo das línguas germânicas, como o Inglês.

Percam-se os anéis mas fiquem os dedos.