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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

ESTUPOR


Dois mundos, duas eras em confronto. A supremacia da insanidade. A primeira grande guerra mundial foi a desbragada orgia da perversão destrutiva. Num mesmo conflito aviões e sabres. Um velho mundo sucumbindo perante a arrogância duma florescente tecnologia da matança. O colapso de velhas estratégias que não tinham soluções perante os desafios da modernidade. A chacina foi hedionda e tão vergonhosa que todos se apressaram a escondê-la por trás dos horrores da subsequente segunda grande guerra. Nenhuma delas deveria ter sucedido. Se a segunda teve o infame holocausto e as obscenas duas bombas atómicas a primeira não se ficou atrás na barbárie e funesto nojo. A guerra da carnificina.

Imagem: Avião sobrevoando elementos da cavalaria francesa durante a Primeira Guerra Mundial, 1916.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

PORTUGAL E MODERNIDADE



Numa Europa feudal, Portugal inventa-se como a primeira nação europeia com identidade cultural e nacional próprias, e fronteiras definidas. Sim, Portugal é o país da Europa com fronteiras definidas à mais tempo. Eu diria até, a nação europeia mais antiga.

Pela mão firme e engenhosa do jovem conde D. Afonso Henriques (D. Afonso I de Portugal) é estabelecido um novo reino em que se antevê já uma modernidade administrativa conducente ao fim do feudalismo. D. Afonso não aceita submeter-se à tradição de vassalagem sobre a qual era construído o feudalismo e no seu levantamento contra o rei de Leão e Castela é apoiado pela burguesia do Condado Portucalense, futuro Reino de Portugal.

A burguesia portuguesa acompanha D. Afonso Henriques na sua confrontação ao sistema feudal vigente, permanecendo ao seu lado nas suas pretensões de centralização do poder territorial nas mãos do rei. Assim, desde o seu início e ao longo da história portuguesa, o envolvimento da burguesia revela-se determinante na delineação dos rumos do país.
Numa Europa rural (pois o feudalismo assenta nos direitos da posse da terra) Portugal afirma-se como uma emergente potencia mercantil, o que induz à sua vocação de expansionismo ultramarino.

A burguesia apresenta-se ao lado de D. Afonso Henriques, apoiando-o nas disputas que este manteve com os seus vizinhos e rivais na consolidação da independência nacional. A burguesia esteve ao lado do Mestre de Avis no levantamento pela autonomia portuguesa contra os interesses castelhanos. A burguesia acompanhou o projecto de expansão mercantil além-mar e, de novo, se levantou contra os interesses de Espanha, quando D. João de Bragança liderou a Restauração. Também foi a burguesia que fortaleceu o movimento constitucionalista, que de novo poria Portugal entre as nações da modernidade.

Foi junto da burguesia que o visionário e modernista Marquês de Pombal encontrou apoio e terreno fértil para as suas ideias e medidas de modernização económica, duma nação decadente e estagnada num comodismo confrangedor.

A despeito da arrogância da inapta fidalguia portuguesa, a burguesia lusa sempre esteve envolvida nos avanços significativos da nação, rebocando o país para uma modernidade contemporizadora.

sábado, 30 de outubro de 2010

TEERÃO E IRÃO (3)

Para terminar esta nossa curta visita a Teerão vamos dar uma olhada pela modernidade.

Moderno núcleo urbano

Condomínio residencial e a omnipresente Cordilheira Elbruz

Torre Milad com 435 m de altura é a quarta mais alta do mundo

Moderno edifício comercial

Interior do Shopping Tirajeh

Desfile de moda feminina em Teerão

E porque a moda iraniana não haveria de ser com modelos inspirados na tradição e costumes locais? O orgulho dum povo na sua cultura sobrepõe-se a modismos impostos por terceiros que se movem apenas pelo fascínio do lucro máximo a todo custo. Uniformização globalizada não é liberdade nem democracia.

Biblioteca Nacional do Irão em Teerão

Interior da Biblioteca Nacional

Museu de Arte Contemporânea de Teerão

O Museu de Arte Contemporânea de Teerão possui um dos maiores acervos de arte ocidental na Ásia. Com obras variadas de diversos autores atravessando os diferentes estilos e épocas desde impressionistas como Claude Monet até à art-pop de nomes como Andy Warhol.

O Irão possui uma moderna rede ferroviária que liga as várias regiões do pais e ainda com extensões internacionais que chegam à Europa através de Istambul.