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terça-feira, 24 de maio de 2011

E PORQUE NÃO?

Se tanta mulher nua se exibe nesses desfiles de escolas de samba, porque não também um homem no pleno vigor da virilidade? Afinal não é o Carnaval uma festa pagã que celebra a fertilidade e a orgia da explosão de vida anunciando a Primavera próxima? O falo sempre foi um símbolo de fertilidade e felicidade.

Nota: não esquecer que o Carnaval é uma festa de origem pagã dos povos agrícolas do Hemisfério Norte.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CEIA E MESA DE NATAL

Não, não estou atrasado pois em Portugal tem-se o costume de manter a Mesa de Natal posta desde a Véspera de Natal até aos Reis.

Na essência o Natal pouco tem a ver com o nascimento do Cristo, mas sim com as festividades pagãs do Solstício de Inverno (Hemisfério Norte), em que se celebrava a abundância das colheitas e se inspirava os deuses para um pródigo novo ano agrícola que se iria iniciar.

Após a Ceia de Natal, com o tradicional Bacalhau Com Todos, o Peru Recheado (que fica óptimo acompanhado com castanhas assadas) e outras iguarias que podem variar com as capacidades financeiras de cada bolsa e o snobismo de quem recebe, é posta a Mesa de Natal, com toda a variedade de doces tradicionais da quadra e que ficará assim apresentada aos visitantes até ao fecho das festividades no Dia de Reis.

Para abrir as festividades começa-se por um bom prato de camarões cozidos ao natural, acompanhados dum bem fresco vinho verde.

Logo após vem o rei da festa; o Bacalhau com Todos (os Todos são as couves, batatas, ovo, cebolinha e outros vegetais que se queiram juntar a gosto na cozedura) tudo bem regado com azeite puro e alho picado miudinho. O acompanhamento bebível fica ao gosto individual podendo oscilar entre um Vinho Branco Maduro ou um Vinho Tinto Encorpado, pois o bacalhau é um peixe que aguenta bem a disputa com os paladares mais vincados.

E logo avançamos para o Peru Assado, que pode ser recheado ou não (dependendo das carteiras e mestria do cozinheiro ou da cozinheira). Este, sem dúvida, merece um bom Vinho Tinto Maduro.

Para fechar o repasto fica bem uma Canjinha de Galinha, que ajuda a dissolver as gorduras e auxilia na digestão.


Para sobremesa poderá vir um Arroz Doce bem tradicional, ou o popular Pudim Molotof (de claras e açúcar, apenas).

Fechamos com uma xicarazinha de café (pois a noite vai ser longa) e um digestivo que pode ser o ritualístico Vinho do Porto ou o divinal Vinho Moscatel das terras do Sado.

E é então que é montada a mesa das guloseimas de natal, que ficará ao dispor dos dedos mais sorrateiros e dos olhos mais cobiçosos, dos que se dispõem aos mimos da gula sem receio da balança.

Bolo-Rei, soberano, ocupa o posto central da Mesa

O Tronco de Natal, entrou mais recentemente na tradição mas passou a ocupar lugar vitalício

A Lampreia de Ovos é uma iguaria doce indispensável em qualquer mesa festiva portuguesa

Coscorões

Azevias (recheadas com doce de batata-doce ou doce de grão de bico)

Filhoses estendidas

Sonhos de Abóbora

Rabanadas (também conhecidas por Fatias Douradas ou Fatias Paridas)

Frutos secos

Castanhas-assadas (as chamadas Quentes e Boas!) são sempre um reconfortante aconchego nas frias noites de Inverno

Sangria (indispensável em qualquer confraternização portuguesa, mistela de vinho tinto, refrigerante de limonada e frutas frescas várias com gelo, açúcar a gosto e um pau de canela)

Espumante! (para as carteiras que puderem será Champagne mesmo), indispensável para qualquer brinde festivo