
Diriam que se trata duma cidade árabe situada na Península Arábica, em pleno deserto voltado para o Golfo Pérsico?
Não! Uma silhueta urbana destas pode ser em qualquer cidade inspirada nos modelos da nossa actual civilização da uniformidade, onde os maus gostos se propagam à mesma alucinante velocidade com quem caem as tradições e idiossincrasias que levaram milénios a se fundamentarem.
Vai-se perdendo o exotismo espontâneo das culturas diferenciadas. Tudo passa a ter o mesmo aspecto, perdendo-se a aventura da descoberta. O deslumbramento perante o diferente.
Os modelos urbanos e arquitectónicos deixam de reflectir a identidade do povo, da região, do pais, para passarem a ser uma repetição fastidiosa de um caso de sucesso, visto algures, que todos querem copiar. E no fim todos habitarão nas mesmas casas, viajarão nos mesmos transportes, vestirão as mesmas roupas, comerão as mesmas comidas e cantarão as mesmas músicas, chorando as mesmas mágoas.
Não será bem a globalização, mas padece dos mesmos males; a uniformização imperialista.