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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

HÉLADE


Porque choras, soldado... irmão?
Pela partida dos Deuses traídos?
Pela memória longínqua dos teus sábios ancestrais?
Pelo pó levantado na voracidade daqueles que escavam a dignidade da tua herança ancestral?
Reduzida à ruína duma grotesca caricatura
A lembrança duma Democracia que nunca foi de todos.
Que vazio tenebroso os teus olhos não enxergam à distância, mas adivinham?
O fim da glória duma civilização que se pretendeu exemplar
Mas que se afunda na infâmia da vilania sem regras ou pudor.
Que ânsia e que esperança restam no teu olhar fito no Além?
Que Luz é essa que a tua juventude órfã anuncia?
A Eterna Beleza que os Deuses inspiram e aos mortais apenas resta acalentar.


Poema possível ao Requiem duma Hélade prostrada e humilhada.

A música é uma canção tradicional grega arranjada por Vangelis e cantada por Irene Papas. Fala da bravura de quarenta gregos que enfrentaram os invasores otomanos e recuperaram uma das suas cidades.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FESTA DE PALAVRAS


The Little Fete
Eu apanho uma garrafa de vinho e vou beber entre as flores
Somos sempre três... contando com a minha sombra e a minha amiga a lua brilhante
Felizmente a lua nada sabe de beber e a minha sombra nunca tem sede
Quando eu canto, a lua escuta-me em silêncio.
Quando eu danço a minha sombra dança também.
Após as festividades os convidados devem partir
Esta tristeza não conheço
Quando vou para casa, a lua vai comigo e a minha sombra segue-me.