domingo, 7 de abril de 2013
DIA DORMENTE (RAPAZES E CAVALOS)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
NA CERCA

Nostalgia aparte os animais de carga são para estarem confinados em cercas, quando não estão sendo utilizados.
É bom não esquecer a presença constante dos animais domésticos no nosso quotidiano ao longo da história humana. Assim como o grande contributo que eles deram na edificação do nosso mundo e da nossa civilização. Sem os animais de carga não teriam sido possíveis as grandes edificações que testemunham a grandeza da nossa evolução tecnológica. Os animais de tiro também nos ajudaram a encurtar distancias e a ligar mundos.
Agora é tempo de lhes dar descanso e atribuir-lhes até outras tarefas mais tranquilas e dignificantes. Temos testemunhado que a companhia e convívio de animais domésticos é salutar para a melhoria e recuperação de doentes com disfunções graves e a longo prazo. Cães, gatos, cavalos, golfinhos e muitas outras espécies têm sido utilizadas com muito sucesso na recuperação da auto-estima e consequente predisposição para a eficácia das terapias de doentes com síndromes crónicas e outras.
Mas vem este post a propósito de um costume (ou deverei chamar desleixo) que tenho constatado desde que cheguei ao Brasil. Por todo o lado tenho visto animais domésticos (burros, cavalos, vacas e seus vitelos, porcos, e outros mais) vagueando livremente pelas ruas de zonas habitacionais, como se em pleno pasto estivessem. Vasculham nos recipientes de recolha de lixo, rasgando invólucros e espalhando tudo em redor, deambulam pela via pública atrapalhando o trânsito e chegando a provocar acidentes (ainda este ano se deu um grave acidente numa via rápida carioca provocado pela colisão dum veículo com um cavalo desgarrado que deambulava pela auto-estrada), amedrontam com a sua presença transeuntes menos familiarizados com o convívio com bestas de grande porte, além de outros transtornos à população e à higiene pública.
Muitos desses animais apresentam um deplorável estado de sub-nutição, que me leva a crer que os seus proprietários os deixam soltos para que livremente procurem alimento, entre todas as porcarias que possam encontrar na via pública (que já de si não prima pela higiene).
Isto está mal! Isto não é de um pais civilizado! Isto não é de um povo que se diz modelo de bom viver!
Os animais pertencem às suas cercas e merecem o melhor dos tratamentos. E quem não pode lhes proporcionar tais condições, então que os entreguem a quem pode. Como diz o Sr. Chaves, um vizinho meu, homem que ama e respeita os nossos amigos de quatro patas: “se usam os animais para ganharem dinheiro, também deveriam usar parte desse dinheiro ganho com aqueles que os ajudam a pôr o alimento na mesa para eles e a família”. Mas ao invés disse o que os vejo fazer é deseducarem e instruírem as suas crianças a maltratar os animais.
Povo ingrato!

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