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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MOMENTO GLOBAL, SIMPLES


A Europa escorrega, tropeça, cambaleia, como um bêbado que já esqueceu à muito o que é estar sóbrio. A crise económica alastra como uma pandemia de gripe e ameaça deitar por terra o diamante oco esculpido em orgulho e ambição, que foi um projecto europeu sempre adiado e condenado, por já levar no seu ventre as vozes da discórdia daqueles que quiseram estar sem ser.

Os EUA andam aos tombos, a reboque da alcateia que soltaram e que não mais conseguiram controlar. Cão que devora a mão que lhe dá de comer. Continuam apostando no cavalo errado e condenando o alazão ao açougue. Pela trela daqueles que dizem proteger vão acicatando ódios aqui e além para manter os lucros da sua imensa industria de guerra em alta.

Rússia e China continuam do mesmo lado, negando que estejam. E ameaçando pegar em armas por dá cá aquela palha, correspondendo do modo previsto ao sinal previamente combinado por baixo das obscuras e pútridas mesas duma diplomacia de enganar tolos.

Pelo meio aparecem uns palhaços contratados na esquina das esmolas, para atiçarem o povo besta a deitar fogo à palha ressequida.

E assim vai o mundo caminhando no fio da navalha, com a promessa duma salvação que nunca o será, pois os loucos podem até ser felizes, mas os tolos é que nunca o serão.

Vamos então passear no shopping, pois o fim de semana está aí!


quinta-feira, 17 de junho de 2010

IDOSOS EM CASA

Li em notícia recente num jornal português que há mais famílias optando por reterem em casa os seus parentes mais idosos ao invés de os enviarem para lares de terceira idade (nome bonito para asilos).

Será por amor? Será por solidariedade? Será por compaixão? Não! Nada disso! Trata-se apenas de calculismo. Com a desculpa que devido ao aumento do desemprego acaba por sobrar sempre alguém em casa desocupado e com disponibilidade para olhar pelos velhotes, a verdade é que assim sempre se pode contar com as pensões dos idosos para ajudar no insuficiente orçamento familiar.

Egoísmo?! Não creio que seja absoluto egoísmo, mas sim uma permuta pragmática. E desde que não maltratem os velhinhos eles até ficarão contentes de poderem participar da vivência do lar, tanto nas recolhas como nas entregas (entregam as suas parcas reformas em troca da companhia daqueles que amam).

Pois é... a crise instala-se e há que deitar mão a tudo que é oportunidade. Nem que para tal tenhamos de prescindir da nossa comodidade de não ter ninguém dependendo dos nossos cuidados.

Agora já os velhos não são um estorvo, nem as suas fraldas descartáveis uma nojice. Em tempos de crise os velhos tornaram-se uma mais valia.

E esta, hein?!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O RESULTADO


O resultado da acção irresponsável e criminosa de governos decadentes e corruptos é o que se está verificando na Grécia, com uma crise que não é só deles.






Os ricos que paguem a crise!
Pode ser uma afirmação demagógica, mas não deixa de ser justa. Afinal se são os ricos quem lucra com a actrividade económica e a especulação que conduziram a esta crise...



Uma nova ordem mundial se impõe. Para quando a inteligência ao poder?





quinta-feira, 5 de março de 2009

SETE

Primeiro estava com falta de motivação para escrever. Depois pensei em escrever sobre o Vaticano. Então me ocorreu a ideia de escrever sobre o Príncipe Faudel e, comecei recolhendo dados. Mas ao assistir os noticiários televisivos desta noite a indignação falou mais alto e me impeliu a botar os dedos no teclado e deitar para fora a infame denúncia.

Neste país que se debate com uma profunda crise económica, em que todos os dias fecham empresas por falência, atirando para o desemprego milhares de funcionários, quase todos com salários em atraso. Onde uma das principais empresas exportadoras ameaça fechar e deixar no desemprego mais um milhar de trabalhadores.

Num país em que o cidadão comum se debate para manter com dificuldade os seus compromissos financeiros, retirando no orçamento da alimentação verbas para satisfazer as crescentes dívidas. Em que cada vez mais há os chamados novos-pobres, que são pessoas empregadas mas que não ganham o suficiente para suportar as despesas do quotidiano.

Num país em que o consumo decresce em todos os sectores, inclusivamente no automóvel, revelando a incapacidade do cidadão comum manter os seus níveis de vida normais. Eis que oiço a jornalista informando que apenas nestes dois (DOIS) primeiros meses do ano já se venderam 7 (SETE) Ferraris em Portugal. No mesmo período do ano passado apenas 2 (DOIS) Ferraris haviam sido vendidos.
Marcas como a Bentley e a Aston Martin não apresentam ainda algum decréscimo nas vendas.

!!!...!!!...!!!

Afinal onde está a crise? Afinal parece que a crise é benévola para alguns. Normalmente os parasitas são os que mais proliferam em ambientes de caos.

É o fim da ética, do pudor, da solidariedade. 

É o fim da vergonha!!! 

A sociedade da ganância no seu melhor!!!