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domingo, 26 de fevereiro de 2012

PESSOAS CETÁCEAS


Pessoa é um ser dotado de auto-consciência, autonomia moral e sociabilidade. Pessoa pode ser um ser não-humano (animal, extra-terrestre ou máquina) dotado de moral e sentido de responsabilidade. Um ser com direitos e obrigações.

“Os golfinhos merecem ser tratados como "pessoas" não-humanas, cujos direitos à vida e à liberdade devem ser respeitados, é o que foi dito por cientistas em reunião no Canadá.

Um pequeno grupo de especialistas em filosofia, conservação e comportamento dos golfinhos angariam apoios para uma "Declaração de Direitos dos Cetáceos".

Eles acreditam que os golfinhos - e as suas primas baleias - são suficientemente inteligentes e auto-conscientes para justificar as mesmas considerações éticas dadas aos seres humanos.

Reconhecendo os direitos dos cetáceos significaria o fim da caça às baleias e os cativeiros de golfinhos e baleias, ou a sua utilização como entretenimento.

O movimento é baseado em

anos de pesquisa e tem demonstrado que golfinhos e baleias têm grandes cérebros complexos e um nível semelhante à humana de auto-consciência.

Isto levou os especialistas a concluir que, embora não-humanos, golfinhos e baleias são "pessoas" num sentido filosófico. Isso tem implicações de longo alcance.” in http://abaldwin360.tumblr.com/post/18025105654/dolphins-are-people-say-scientists



Entretanto na vetusta e civilizada Europa a barbárie ainda persiste em nome da tradição.

O abominável massacre de baleias-piloto é um costume anual das Ilhas Feroe que, embora façam parte da Coroa Dinamarquesa, possuem enorme autonomia legislativa, pelo que nem a Dinamarca nem a União Europeia têm autoridade para pôr termo à infame chacina.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EQUINÓCIO E IGUALDADE

Hoje comemora-se o Equinócio de Outono (no Hemisfério Norte) (da Primavera no Hemisfério Sul), a data em que o dia e a noite duram partes iguais de 12 horas. Um dia de igualdade. Um dia em que se pode reflectir um pouco sobre direitos de igualdade.

Freira: Uma freira pode cobrir-se da cabeça aos pés para se devotar a Deus, não é?
Muçulmana: Então se uma muçulmana fizer o mesmo porque é ela uma oprimida?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DIREITOS

Sem dúvida que todos têm direito a ter direitos. Mas quantos saberão o que são os seus direitos? E qual o preço (para si e para os outros) desses direitos?

Todos reclamam dos seus direitos, os adquiridos e os presumidos. Todos acham que liberdade é ter direito a tudo. Mas a ignorância leva a que se reivindique o direito à sua escravidão e dos outros. É um jogo viciado que acaba sempre a favor de quem está no poder: a classe dominante.

O direito a ter casa própria ou o direito a ser refém/escravo da instituição bancária que lhe emprestou o dinheiro (e que em verdade é o proprietário do imóvel)? E neste se inclui o direito a ter carro, ou todo o tipo de modernidades dispendiosas que todos crêem como indispensáveis e só podem aceder através de endividamento.

O direito ao trabalho ou o direito a ser escravo do empregador, sujeito às condições que a este mais lhe convêm de modo a obter o maior lucro?

O direito à liberdade de expressão ou o direito a falar todas as alarvidades impensadas que uma mente conturbada exprime através dum discurso impulsivo e irresponsável?

O direito a seguir uma religião ou o direito a se submeter ao jugo duma elite que nem sempre é muito clara nos seus propósitos?

O direito à justiça ou o direito a ser punido por uma lei feita pelos dominantes, com o fim último de proteger os interesses desses mesmos?

O direito à paz ou o direito de ser enviado para matar gente com quem nunca teve nada que ver na vida, senão o facto de serem outros escravizados como o próprio?

O direito à segurança ou o direito de viver vigiado e encarcerado no seu próprio quotidiano, como se dum assassino implacável se tratasse?

O direito à vida ou o direito de se arrastar numa ilusão de perseguir uma felicidade que nunca se chega a materializar definitiva?

O direito à saúde ou o direito de ser vítima dum sistema farmacêutico/hospitalar sem escrúpulos que não tem outro propósito senão o de rentabilizar os investimentos dos seus accionistas?

O direito à auto-afirmação ou o direito a espezinhar os outros em proveito dum orgulho ressabiado?

E muitos mais direitos a que todos se arrogam por viverem em democracia. Será?