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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EGIPTO, A REVOLUÇÃO

Mubarak resignou, transferindo para o Conselho Superior Militar os destinos da nação durante o período de transição de regime.
Mais uma vez o povo ergueu a sua voz. O Egipto deu mais uma lição ao mundo e segue em frente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

REFLECTINDO NO CAIRO

Todos queremos o regresso à normalidade nas ruas do Cairo e de modo geral por todo o Egipto, mas a população que nas ruas se mantém firme, para que a sua vontade seja respeitada e atendida, sabe que regimes totalitários não são de confiar. Então à que resistir!

Não nos podemos imbuir do habitual paternalismo ocidental, querendo ditar os destinos de outros povos e nações. “Temo que se instale um governo religioso radical no Egipto, pois isso não seria bom para o povo” é uma afirmação comum. Achar que sabemos melhor o que seria bom para eles é apenas a manutenção duma mentalidade colonialista, tão usual na douta civilidade europeia. Sempre ouvi dizer que cada um sabe de si. Cabe ao povo egípcio decidir sobre o seu destino. Mesmo não crendo que o que motivou este levantamento (dinamizado por gente de variadas ideologias e estatutos) fosse a vontade de trocar uma ditadura por outra, se tal viesse a acontecer só teríamos de respeitar a vontade dos egípcios.

Toda a responsabilidade sobre os lamentáveis confrontos nas ruas do Cairo recai sobre Mubarak e a sua obsessão pelo poder. Quanto mais tempo demorar a retirar-se mais caos provocará; e nem precisará instigar os seus capangas contra os manifestantes, como tem estado a fazer.

Uma multidão é terreno fértil para a instalação do caos. Outra coisa não será de esperar, senão desordem, da manutenção duma turba exaltada à solta pelas ruas. E a responsabilidade será sempre das autoridades, que neste caso se aproveitam desse conhecimento para atingir os seus propósitos.

Vazios de poder são sempre muito perniciosos. Um governante, que queira preservar bom nome para a história, deverá cuidar para que a transição do seu mandato se faça de modo pacífico e a contento de todos. Sim é possível contentar todos, desde que não sejamos radicais nas escolhas. O povo não é estúpido e os egípcios já demonstraram bem a sua lucidez e presença de espírito.

Depois do sucedido na Tunísia e agora no Egipto, por todo o mundo de influência árabe governos opressores tomam medidas para evitar o desagrado das populações. Assim, até já o governo da escaldante Argélia já anunciou a liberalização de manifestações organizadas de protesto. Não será muito, alguns poderão argumentar que isso não é nada, mas denota que a lição está a ser entendida. Esperemos que a aprendam.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FESTIM DE DITADOR

Satisfeito, senhor Mubarak? Era isto que tu querias, não era?
Disseste o que todos sabíamos que irias dizer, o típico discurso demagógico de ditador para atiçar facções contra facções e assim teres um pretexto de reprimires os que buscam a liberdade e um sistema justo.

Nos dias presentes todos temos acesso a informação na hora e com imagens ao vivo. O povo já não tem desculpa para permanecer submisso a tudo o que políticos sórdidos lhe queiram impor.

Fora Mubarak!

Fora todos os Mubaraks!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TAHRIR - LIBERDADE

(foto Reuters)

2 milhões na Praça Tahrir, Cairo.

Milícias populares, movidos por exemplar espírito comunitário e cívico, policiam bairros para garantir a segurança de pessoas e bens. Organizam piquetes para controlar os manifestantes que se dirijam para a praça, revistando toda a gente na tentativa de evitar que algo que possa ser usado como arma circule entre a multidão.

Militares prometem não abrir fogo sobre os manifestantes, em prol da liberdade de expressão.

A população diz:

“Somos todos egípcios!” (mostrando a diversidade ideológica e religiosa de todos os que se manifestam)

“Mudanças de gabinete? Não bastam e chegam tarde demais.”

“Sexta-feira, o “dia da saída”.”

domingo, 30 de janeiro de 2011

FORA MUBARAK!

"Faças o que fizeres não iremos ficar satisfeitos! Não iremos desistir! Fora Mubarak! Vai embora!"

É esse o cântico do povo por todo o Egipto. Multidões continuam nas ruas das principais cidades egípcias lutando pela deposição do regime de Mubarak.

Para acompanhar a cobertura em directo seleccionar Al Jazeera English.