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segunda-feira, 12 de março de 2012

ANTES






Todos nós vemos nos órgãos de informação imagens de como é a vida no Irão dos ayatollahs, o Irão de hoje. Mas muitos não sabem, outros esqueceram, que o Irão já conheceu dias de mais liberdade de expressão pessoal e comportamentos.
As imagens acima são fotos do quotidiano no Irão do início dos anos 1970s, antes da revolução que impôs o regime islâmico.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

OS CRAVOS DE ABRIL


Revolução é um processo social e político que poderá ter um início mas nunca deverá conhecer um fim.







sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EGIPTO, A REVOLUÇÃO

Mubarak resignou, transferindo para o Conselho Superior Militar os destinos da nação durante o período de transição de regime.
Mais uma vez o povo ergueu a sua voz. O Egipto deu mais uma lição ao mundo e segue em frente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

REVOLUÇÃO XXI

Mudam-se os tempos, mudam-se os modos. Este processo revolucionário egípcio tem apresentado muitas pistas para reflexão. Uma delas é a utilização das novas tecnologias de informação e o conhecimento de como a imagem pode ser fundamental. Tanto a imagem fotográfica, quanto a imagem comportamental.

Os manifestantes anti-regime, tentam manter a sua sublevação num perfil de protesto ordeiro. O seu esforço em manter as manifestações dentro dos padrões de civilidade que a opinião pública internacional espera e aprecia, tem sido evidente. A sua capacidade de apelo e direcção das multidões tem sido notória, demonstrando uma lição muito bem aprendida com vários exemplos do passado. Saber condenar os comportamentos dos tiranos, sem deixar rasto de comportamentos condenáveis.

A exibição de cartazes numa língua internacional (inglês) mostra o quão conscientes estão de que a opinião e solidariedade global poderão fazer a diferença para o sucesso da sua iniciativa. Dando uma imagem de habilitados a uma democracia lavadinha podem angariar a simpatia e apoio de governantes estrangeiros e diplomatas que farão o seu papel de pressionadores, fiscalizados pelas suas respectivas opiniões públicas nacionais.

Mas também muito do que se tem visto é possível devido ao profundo espírito comunitário que anima esses povos, em contraste com o perfil individualista e egocêntrico da nossa cultura ocidental. À muito que perdemos o sentido comunitário e vivemos numa obsessão de auto-satisfação. Talvez resida aí a completa apatia das populações europeias perante os processos eleitorais, que se testemunha em elevadíssimas taxas de abstenção. Quem vemos nós mais frequentemente nos movimentos populares de contestação na Europa? Emigrantes vindos do norte de África. Os europeus e outros povos ocidentalizados, acomodados nos seus ideais de classe média desencantada ficam nas suas poltronas frente ao televisor assistindo com enfado, enquanto esperam mais um talk-show mundano, um desafio futebolístico, ou essas infindáveis telenovelas anestesiadoras e viciantes. Não é desinteresse, é uma apatia dormente e patológica.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

REFLECTINDO NO CAIRO

Todos queremos o regresso à normalidade nas ruas do Cairo e de modo geral por todo o Egipto, mas a população que nas ruas se mantém firme, para que a sua vontade seja respeitada e atendida, sabe que regimes totalitários não são de confiar. Então à que resistir!

Não nos podemos imbuir do habitual paternalismo ocidental, querendo ditar os destinos de outros povos e nações. “Temo que se instale um governo religioso radical no Egipto, pois isso não seria bom para o povo” é uma afirmação comum. Achar que sabemos melhor o que seria bom para eles é apenas a manutenção duma mentalidade colonialista, tão usual na douta civilidade europeia. Sempre ouvi dizer que cada um sabe de si. Cabe ao povo egípcio decidir sobre o seu destino. Mesmo não crendo que o que motivou este levantamento (dinamizado por gente de variadas ideologias e estatutos) fosse a vontade de trocar uma ditadura por outra, se tal viesse a acontecer só teríamos de respeitar a vontade dos egípcios.

Toda a responsabilidade sobre os lamentáveis confrontos nas ruas do Cairo recai sobre Mubarak e a sua obsessão pelo poder. Quanto mais tempo demorar a retirar-se mais caos provocará; e nem precisará instigar os seus capangas contra os manifestantes, como tem estado a fazer.

Uma multidão é terreno fértil para a instalação do caos. Outra coisa não será de esperar, senão desordem, da manutenção duma turba exaltada à solta pelas ruas. E a responsabilidade será sempre das autoridades, que neste caso se aproveitam desse conhecimento para atingir os seus propósitos.

Vazios de poder são sempre muito perniciosos. Um governante, que queira preservar bom nome para a história, deverá cuidar para que a transição do seu mandato se faça de modo pacífico e a contento de todos. Sim é possível contentar todos, desde que não sejamos radicais nas escolhas. O povo não é estúpido e os egípcios já demonstraram bem a sua lucidez e presença de espírito.

Depois do sucedido na Tunísia e agora no Egipto, por todo o mundo de influência árabe governos opressores tomam medidas para evitar o desagrado das populações. Assim, até já o governo da escaldante Argélia já anunciou a liberalização de manifestações organizadas de protesto. Não será muito, alguns poderão argumentar que isso não é nada, mas denota que a lição está a ser entendida. Esperemos que a aprendam.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FESTIM DE DITADOR

Satisfeito, senhor Mubarak? Era isto que tu querias, não era?
Disseste o que todos sabíamos que irias dizer, o típico discurso demagógico de ditador para atiçar facções contra facções e assim teres um pretexto de reprimires os que buscam a liberdade e um sistema justo.

Nos dias presentes todos temos acesso a informação na hora e com imagens ao vivo. O povo já não tem desculpa para permanecer submisso a tudo o que políticos sórdidos lhe queiram impor.

Fora Mubarak!

Fora todos os Mubaraks!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O DIA DA IRA SÍRIA

E as revoluções via internet sucedem-se. Nas redes sociais já circulam convocatórias apelando para o “Dia da Síria”. Mesmo sendo o Facebook proibido na Síria, foi criado um perfil apelando para o levantamento popular:

http://www.facebook.com/Syrian.Revolution#!/Syrian.Revolution?v=wall

"Depois das orações de sexta-feira, 4 de Fevereiro, será o primeiro dia da ira para o orgulhoso povo sírio. Desobediência civil total em todas as cidades. Todas!"

Os apelos também correm pelo Twitter.

TAHRIR - LIBERDADE

(foto Reuters)

2 milhões na Praça Tahrir, Cairo.

Milícias populares, movidos por exemplar espírito comunitário e cívico, policiam bairros para garantir a segurança de pessoas e bens. Organizam piquetes para controlar os manifestantes que se dirijam para a praça, revistando toda a gente na tentativa de evitar que algo que possa ser usado como arma circule entre a multidão.

Militares prometem não abrir fogo sobre os manifestantes, em prol da liberdade de expressão.

A população diz:

“Somos todos egípcios!” (mostrando a diversidade ideológica e religiosa de todos os que se manifestam)

“Mudanças de gabinete? Não bastam e chegam tarde demais.”

“Sexta-feira, o “dia da saída”.”

domingo, 30 de janeiro de 2011

FORA MUBARAK!

"Faças o que fizeres não iremos ficar satisfeitos! Não iremos desistir! Fora Mubarak! Vai embora!"

É esse o cântico do povo por todo o Egipto. Multidões continuam nas ruas das principais cidades egípcias lutando pela deposição do regime de Mubarak.

Para acompanhar a cobertura em directo seleccionar Al Jazeera English.

REVOLUÇÃO

Alexandre Magno está com os revoltosos egípcios

Zeca Afonso - O Que Faz Falta

sábado, 29 de janeiro de 2011

RESISTÊNCIA

Segundo as notícias de hoje, já vão cinco dias de resistência popular no Egipto, pela destituição de Hosni Mubarak e o fim do seu regime ditatorial, com uma soma de 38 mortos.

Numa estratégia useira em tais situações, o ditador já fez algumas alterações de gabinete, trocando ministros para tentar iludir a vontade popular. Entretanto mandou a família refugiar-se no estrangeiro, incluindo o seu filho, seu putativo herdeiro. Mas quando a coisa chega a este ponto é porque o regime está podre e tem que mudar.

Tristemente já houve atentados contra o património do Museu do Cairo. De imediato as instalações foram ocupadas pelo exército, como forma de garantir a segurança do espólio. Do mesmo modo os mais importantes monumentos históricos (as pirâmides de Gize à cabeça da lista) foram cercados pelas forças militares. Forças militares sobre quem recai, segundo os especialistas, o veredicto da situação. Se os militares apoiarem a população sublevada o regime cai.

Esperemos que não sejam necessárias mais vítimas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

AMOTINADOS

Museu do Cairo

O mundo árabe da bacia do Mediterrâneo está em revolução. Um pouco por toda a região as populações começam a manifestar o seu descontentamento com regimes políticos rígidos e pouco dados a diálogo. Os sistemas de comunicação de massas têm aparecido por trás dos levantamentos populares. É o mundo se adaptando a novas realidades.

Na Tunísia a população saiu às ruas e depôs o presidente. Agora os egípcios saíram também exigindo a demissão do seu presidente. O mundo observa atento, na expectativa de até onde irá esta situação de dominó durar.

Embora o centro do Cairo esteja um caos de confrontos e manifestações da ira popular, os próprios manifestantes rodearam o Museu do Cairo de modo a protegê-lo de ataques, preservando assim os testemunhos da sua rica história. (informação colhida na cobertura ao vivo da emissão da Al Jazeera English)

Mapa da região assinalando eventos link Público.