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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SHOPPING METANO

Na grande metrópole que é São Paulo, as entidades oficiais mandaram encerrar um centro comercial (shopping) por ter sido construído sobre uma antiga lixeira e agora estarem-se formando bolsas de metano sob a laje do complexo, devido à decomposição dos lixos enterrados. Correctíssimo!

Contudo, espero que a Justiça e a Secretaria do Meio-Ambiente (entidade que ordenou o encerramento das instalações) se preocupem com o destino das centenas de trabalhadores do empreendimento. Pois ninguém trabalha para passar o tempo e se eles se deslocavam diariamente ao local de trabalho era por dependerem do salário para a sua subsistência e das suas famílias. Mas, infelizmente, acredito que as entidades governamentais estejam mais preocupadas com os senhores empresários, nomeadamente os dos grandes franchisings.

Quanto aos clientes e frequentadores do local... o que não faltará por essa imensa megalópole são outros santuários do consumo para onde possam ir laurear a pevide e dar testemunho da sua alienação capitalista.

domingo, 1 de maio de 2011

O TRABALHADOR

No primeiro álbum dos Fischer Z o vocalista da banda, John Watts, apresenta uma canção dedicada ao seu pai. Neste vídeo ele explica como e porquê.

sábado, 1 de maio de 2010

1 DE MAIO


Longe vai a visão romântica do operário criado pela revolução industrial exigindo os seus direitos como trabalhador, que o diferenciavam do comum escravo. Hoje o trabalhador exige direito de acesso ao trabalho e os escravos passámos a ser todos nós; escravos dum sistema despótico e desumano.


Numa sociedade rica e tecnologicamente evoluída crescem as assimetrias sociais e as desigualdades cavam abismos entre ricos e pobres. As classes sociais estratificadas pela revolução industrial tendem a se confundir numa imensa massa humana tentando sobreviver à usura duma civilização do culto ao consumo e ao lucro.


Os pobres ascenderam socialmente; são agora gente de classe média incapaz de enfrentar os custos duma existência urbana usurpadora. Abaixo desses sobrevive a indigência máxima.


Na prática o Dia do Trabalhador passou a ser uma fuga para o ócio, numa tentativa de alienação das agruras dum sistema laboral substituto (mas muito mal disfarçado) do esclavagismo. A única vantagem na emancipação do escravo a trabalhador é a remuneração mensal e as férias anuais remuneradas (quando a elas tem direito, pois muitos nem a isso têm direito). Demais o sistema produtivo atirou sobre as costas do trabalhador todo um fardo de encargos sociais que o tornaram num novo modelo de explorado: o escravo assalariado.

ONTEM, TAL COMO HOJE