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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SHOPPING METANO

Na grande metrópole que é São Paulo, as entidades oficiais mandaram encerrar um centro comercial (shopping) por ter sido construído sobre uma antiga lixeira e agora estarem-se formando bolsas de metano sob a laje do complexo, devido à decomposição dos lixos enterrados. Correctíssimo!

Contudo, espero que a Justiça e a Secretaria do Meio-Ambiente (entidade que ordenou o encerramento das instalações) se preocupem com o destino das centenas de trabalhadores do empreendimento. Pois ninguém trabalha para passar o tempo e se eles se deslocavam diariamente ao local de trabalho era por dependerem do salário para a sua subsistência e das suas famílias. Mas, infelizmente, acredito que as entidades governamentais estejam mais preocupadas com os senhores empresários, nomeadamente os dos grandes franchisings.

Quanto aos clientes e frequentadores do local... o que não faltará por essa imensa megalópole são outros santuários do consumo para onde possam ir laurear a pevide e dar testemunho da sua alienação capitalista.

sábado, 14 de maio de 2011

SEM EMERGÊNCIAS (reposição)

Chegámos.

De caminho pude ver alguns clarões duma trovoada muito distante. Já era noite. Chovia. Chovia à vários dias, à várias semanas. Uma chuva insistente, aborrecida, que deixa tudo encharcado, os interiores húmidos e afasta o sol, deixando os ânimos propensos à melancólica apatia do tédio.

O nosso destino era o Shopping Guararapes, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, onde iríamos comemorar um aniversário na loja de jogos.

Chegados, apressamo-nos para dentro do grande centro de lojas, não tão somente para fugir da chuva mas devido ao atraso em relação à hora marcada. Ainda entrámos numa loja generalista, para uma última compra e... a luz faltou e a escuridão foi total. Fiquei imóvel onde me encontrava, sem mover um dedo que fosse. Esperei. Rodei a cabeça de olhos bem abertos, mas não encontrei nenhum clarão (por mais ínfimo que fosse) de luz de emergência. Então? As luzes de emergência deveriam ter acendido automaticamente, logo que o geral falhasse. Nada!

Passados uns longos segundos a luz voltou. Depois apagou-se de novo e tornou a acender. Olhei em volta procurando os pontos de luz de emergência nas paredes e colunas da loja. Nenhum!

Compra feita saímos da loja e... a galeria, assim como a maioria das lojas do shopping estavam às escuras! Afinal o estabelecimento de onde acabáramos de sair tinha um gerador próprio, por isso de imediato normalizou a iluminação.

Meio na penumbra, deslocámo-nos pelo shopping procurando a loja onde decorreria a festa. A única iluminação disponível era a claridade oriunda de alguns estabelecimentos que tinham geradores de energia para seu uso próprio. Luzes de emergência nas galerias e átrios, nem uma. Eu procurava ignorar que estava num grande centro comercial, dum aglomerado urbano (Recife) com mais de um milhão e quinhentos mil habitantes.

Oh, saudades...!


NOTA: Esta é uma reposição da publicação anterior, que desapareceu na recente hecatombe do Blogger. Que me desculpem os que haviam comentado e cujos comentários desapareceram também.