Mostrar mensagens com a etiqueta pena de morte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pena de morte. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OS USA E OS OUTROS

Neste mundo de hipocrisia e insídia, há uns e há outros. Os uns são sempre os USA e toda a panóplia de imperialismo monopolista, que podem pôr e dispor a seu belprazer dos destinos de gentes, povos e nações. Os outros são os que se submetem humilhantemente a esse despotismo, ou os que se sujeitam à perseguição raivosa dos capitalistas.

O Irão é alvo de campanhas massivas por condenar uma mulher à pena de morte. Os USA, arrogados defensores dos direitos humanos, executam uma mulher indiferentes a todos os apelos que pelo mundo fora pediram a comutação da pena em prisão perpétua.

Os USA são o segundo país do mundo a executar, por ano, mais pessoas por pena de morte, sendo a República Popular da China quem ocupa o primeiro lugar.

Teresa Lewis foi executada ontem à noite, por injecção letal, no estado de Virgínia, USA.

sábado, 24 de abril de 2010

OS TABUS E OS MEDOS (HOMOSSEXUALIDADE)


Um padre católico (sempre a Igreja Católica!) ugandês (assessor do governo) apoia (quanto a mim instigou) o governo do Uganda na sua determinação de criar uma lei que pune a prática da homossexualidade com penas pesadas que podem ir até à pena de morte.

No Brasil, na Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo, estudantes publicam um opúsculo (O Parasita) com um artigo incitando à perseguição e violência sobre os homossexuais. Este tipo de expressão dum pensamento tacanho e chauvinista é chocante quando expresso por uma elite informada e esclarecida, que constituirá o futuro corpo de formação de opinião pública dum pais moderno e influente.

Os valores velhos e obsoletos caem por terra, desacreditados e incongruentes num mundo que se revolve em busca de novos rumos. Mas se no geral se aspira por evolução e avanço, individualmente os medos crescem. As massas não estão preparadas para renovações; nem grandes nem pequenas. Tentam encaixar o novo nos seus velhos modos de perceber e fazer as coisas.

A vivência do novo, do desconhecido, é um drama aterrorizante. E tal pavor leva ao refúgio no velho modo de agir e compreender; uma tentativa infantil de procurar refúgio debaixo das saias (por mais rançosas e pestilentas que estejam) da mãe Tradição.