O dia amanheceu com um sol despudorado, do qual até as nuvens fogem e evitam. Uma brisa ameniza e refresca o que se poderia tornar numa jornada de canícula insuportável. Os príncipes de Geda espreguiçaram-se e deambulavam para cá e para lá, saudando com beleza e alegria mais um Sabbatt. (Ou seria a memória deles?)
O Sábado iniciava-se assim tranquilo e aprazível até. As preces no altar serviam para reforçar essa esperança de paz e doce agrado em estar vivo. Ao sair do Templo os pregões e a agitação colorida das barracas, anunciavam a feira com todos os seus atractivos. Os odores a fruta fresca traziam os campos vizinhos para dentro da cidade e a dança colorida dos panos pendurados nos varais convidavam os sentidos e apelavam às bolsas. Dos tachos nos fogos levantavam-se aromas a iguarias cozinhadas no momento, esperando para serem degustadas com prazer e apetite isento de culpa. Bandos de crianças brincavam despreocupadas nas clareiras de terra batida, sob um ou outro olhar descuidado de pais tranquilos.
Eu logo me dirigi até ao relvado junto ao rio e pegando no meu livrinho e lápis, sentei-me à sombra para vos anotar estas linhas.





