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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

VIAJAR NO TEMPO: O GRANDE SALTO ATRÁS

Eu, quando era criança, sonhava que no século XXI o mundo seria como um paraíso civilizacional; toda a gente viveria bem e feliz, as cidades seriam jardins aprazíveis, onde todos teriam casas confortáveis, não haveriam pobres e cada um faria o que sabia e queria, contribuindo assim para o bem estar geral. As deslocações seriam fáceis e cómodas, tendo todos a liberdade de viajar para qualquer lado do planeta, pois a humanidade haveria aprendido a viver sem fronteiras e sem injustiças, nem rivalidades.

Mas agora, no século XXI, ao atravessar o Atlântico eu consegui o que muitos consideram impossível: viajar no tempo. Eu vim directamente do século XXI para o tempo das cavernas.

Melhor mesmo viajar na música.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

NA BERMA DO TEMPO



Costumava sentar-me na muralha, olhando o mar. Olhando o vai-vem das ondas. Embalado pelo ritmo compassado do marulhar e da espuma nas cristas que corriam em busca do areal.

Quedava-me olhando o tempo... o passado definhando na memória e o futuro espreitando entre as pregas do sonho e da vontade. A vida era uma esperança de realizações, de anseios, de expectativas. Um túnel luminoso onde a existência se lançava destemida em busca de algo, que na falta de melhor definição apelidava de felicidade.

O presente era tão fugaz...

Mas o azeite gasta-se. A candeia vai tremeluzindo. O Sol desce para o ocaso. O túnel ficou sombrio.

Agora a luz vem de dentro...