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domingo, 28 de novembro de 2010

CIDADE MARAVILHOSA

Eu amo a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foi nela que eu pisei pela primeira vez solo brasileiro. Foi nela que o Brasil me acolheu nos seus braços.

A sua geologia é fascinante. Adoro passear-me nas ruas e avenidas do Castelo (o Centro) entre a Praça XV e a Avenida Rio Branco (o contraste dos edifícios clássicos com os modernos faz-me sentir como se estivesse na saudosa Europa). Subir ao Pão de Açúcar e desfrutar da maravilhosa vista tanto para o lado do oceano como para a Baía de Guanabara, é uma experiência que não se esquece jamais.

Mas o Rio de Janeiro não é uma cidade bonita e muito longe de ser maravilhosa. O Rio é muito mais que Copacabana, Ipanema, o Pão de Açúcar e o Redentor. É uma cidade imensa que se estende por infindáveis bairros feios e paupérrimos, de barracos sem reboco amontoados como vespeiros. Basta olhar para qualquer favela ou bairro de periferia para entender que, à semelhança do resto do pais, esta é uma cidade de profundas desigualdades e injustiça social.

Procurei aleatoriamente na net algumas imagens de bairros da desfavorecida Zona Norte do Rio. Aquela para a qual (segundo os seus moradores) até o Cristo do Corcovado volta as costas (a estátua está voltada de braços abertos para a Zona Sul, rica por excelência). São as imagens que nenhum operador turístico ou promotor oficial mostra. Como já uma brasileira me disse: são as imagens do Rio que ninguém mostra ao resto do país.

Mangueira

Jacarezinho

Vigário Geral

Madureira (não importa se os postes ainda estão lá ou não)

Manguinhos

Pavuna

Jardim América

Complexo da Maré

A esperança