Mostrar mensagens com a etiqueta rio de janeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta rio de janeiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FAZENDO BONITO


Haas e Hahn

Dois holandeses sonharam trazer arte e beleza às favelas do Rio de Janeiro.



Afinal, é possível fazer bonito e viver com mais qualidade.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ADEUS


Em lamento pelas 13 jovens vidas perdidas, que encontrem a paz no alerta que foi o seu sacrifício.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

446

A 1 de Março de 1565 Estácio de Sá fundava a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que eu amo muito.






domingo, 28 de novembro de 2010

CIDADE MARAVILHOSA

Eu amo a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foi nela que eu pisei pela primeira vez solo brasileiro. Foi nela que o Brasil me acolheu nos seus braços.

A sua geologia é fascinante. Adoro passear-me nas ruas e avenidas do Castelo (o Centro) entre a Praça XV e a Avenida Rio Branco (o contraste dos edifícios clássicos com os modernos faz-me sentir como se estivesse na saudosa Europa). Subir ao Pão de Açúcar e desfrutar da maravilhosa vista tanto para o lado do oceano como para a Baía de Guanabara, é uma experiência que não se esquece jamais.

Mas o Rio de Janeiro não é uma cidade bonita e muito longe de ser maravilhosa. O Rio é muito mais que Copacabana, Ipanema, o Pão de Açúcar e o Redentor. É uma cidade imensa que se estende por infindáveis bairros feios e paupérrimos, de barracos sem reboco amontoados como vespeiros. Basta olhar para qualquer favela ou bairro de periferia para entender que, à semelhança do resto do pais, esta é uma cidade de profundas desigualdades e injustiça social.

Procurei aleatoriamente na net algumas imagens de bairros da desfavorecida Zona Norte do Rio. Aquela para a qual (segundo os seus moradores) até o Cristo do Corcovado volta as costas (a estátua está voltada de braços abertos para a Zona Sul, rica por excelência). São as imagens que nenhum operador turístico ou promotor oficial mostra. Como já uma brasileira me disse: são as imagens do Rio que ninguém mostra ao resto do país.

Mangueira

Jacarezinho

Vigário Geral

Madureira (não importa se os postes ainda estão lá ou não)

Manguinhos

Pavuna

Jardim América

Complexo da Maré

A esperança

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RETOMANDO

Acção dos traficantes tentando retardar a intervenção policial

Quando as autoridades oficiais afirmam que estão retomando território aos traficantes isso revela incúria. O desleixo com que o regime trata as questões sociais.

Não se acredite que com o sucesso de algumas operações policiais de repressão o problema do tráfico fica resolvido, pois não fica de modo nenhum. O poder que o tráfico atingiu no Rio de Janeiro e um pouco por todo o Brasil, é a consequência do infame desleixo com que a classe política sempre abordou as questões de justiça social.

Justiça Social, Educação e Cidadania. Três questões fundamentais que a sociedade brasileira ainda não aprendeu, nem entendeu a verdadeira necessidade delas para construir uma nação saudável e socialmente pacífica.

Blindados da Marinha chegando em auxílio das forças policiais

Tomando posições

Traficantes foragidos chegando ao Complexo do Alemão em busca de refúgio

É isto uma cidade entregue ao desleixo, preparando-se para receber grandes eventos desportivos mundiais.

Será que se não fosse a proximidade do Mundial de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 teria havido uma intervenção tão enérgica das autoridades? Eu quero acreditar, com toda a minha ingenuidade, que sim.

Mas... Acções destas não eliminam o problema! Apenas desmantelam alguma organização e disseminam o mal para outras regiões.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

IPANEMA



O texto: foi escrito no Rio de Janeiro aquando da minha estadia em terras cariocas em 2008 e havia sido publicado anteriormente aqui.

A foto: como diria a amiga Clarice, a foto veio daqui. É um postal ilustrado feito a partir duma imagem antiga onde se pode perceber um pouco do que eu já havia falado anteriormente; idealizar como teria sido a paisagem antes da edificação das nossas cidades actuais.

A dedicatória: à Mari e a todos os meus amigos cariocas, de quem tenho muitas saudades.

Sexta-feira, 14 de março de 2008

Há sempre dois lados; duas faces; dois mundos.

Ontem andei passeando-me por Ipanema e Copacabana. O outro mundo do Rio de Janeiro; o Rio de Janeiro com que todos sonhamos. Um mundo muito distante do Rio de Janeiro dos bairros da periferia e das favelas. Um mundo idílico de bem viver e desfrutar dos prazeres da cidadania, numa urbe moderna e que reluz como jóia entre as mais favorecidas do planeta.

Ipanema; um bairro onde harmoniosamente ladeiam o comércio, os serviços e os condomínios de habitação. Por aqui e por ali um hotel, que em nada se destaca dos condomínios de classe alta que o ladeiam. Ao fim da tarde uma tranquila agitação daqueles que regressam ao conforto dos seus lares, cruzando-se com o sexagenário que sai de bermudas, para passear o seu poodle, aproveitando a leve brisa marítima que chega da marginal ali ao lado. Na esplanada do boteque “A Espelunca”, agrupam-se amigos, ainda de camisa e gravata, num convívio coroado pelos copos de cerveja gelada. Embora com o nome sui generis, que achei divertidíssimo, de espelunca é que o bar não tem nada; pelo contrário o bom gosto da decoração exótica e bem tropical, testemunhava o requinte de quem quer servir para agradar. As ruas arborizadas e de passeios largos, profusamente ajardinados, são um convite a um passeio tranquilo e reparador, ao fim dum dia de trabalho. Um bairro saído da lâmpada de Aladino.

É este Brasil que eu quero. É este Brasil que os brasileiros merecem. É este Brasil que todos os brasileiros deveriam construir.

Mas enquanto deambulava pela lânguida Ipanema apenas uma palavra me vinha à mente: Educação.

sábado, 17 de outubro de 2009

E A GUERRA CONTINUA...



Morro dos Macacos, Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2009. 
5 mortos (2 agentes da PM e 3 criminosos) e 8 feridos, até ao momento em que escrevo, na guerra entre traficantes rivais, apenas este Sábado. Um helicóptero (onde iam os 2 PM mortos) da Polícia Militar abatido pelo fogo dos criminosos. Vários veículos de transporte colectivo incendiados em vários pontos da cidade (supostamente para desviar a atenção das autoridades).

E assim o Rio de Janeiro se prepara para receber as Olimpíadas de 2016.

Tantas questões se levantam pela estupefacção do avolumar duma tragédia inusitada. Serão estas as novas guerras do futuro? Dum futuro que se faz já presente...

O tráfico de armas de guerra com destino a bandos de tráfico de droga está mais que evidente. Agora os traficantes iniciam guerras urbanas, com armamento militar, para conquistar zonas de influência e pontos de tráfico. Estas disputas já não são com as autoridades policiais e militares, mas entre facções rivais. Aqui as forças oficiais apenas entram como árbitros, tentando recuperar uma paz podre.

Quando os meliantes conseguem abater uma aeronave de combate militar... Já não se trata dum problema de tráfico de droga urbano. É mais um problema de segurança geral, numa cidade vocacionada para o turismo e que pretende ser anfitriã dum mundo em festa, num futuro próximo.

Mas será um problema apenas do Rio de Janeiro? Não, infelizmente é mais generalizado. A criminalidade e violência são um produto comum do quotidiano brasileiro. E alastra pelo mundo.

E se a moda pega?...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OLIMPÍADAS DE 2016

Faltam apenas algumas horas para a decisão sobre onde se realizarão as Olimpíadas de 2016. 

Grande expectativa rodeia as quatro candidaturas finalistas e os seus apoiantes. Festejos se preparam em todas as cidades candidatas, mas apenas uma celebrará a escolha.

Dentro do grupo, a candidatura do Rio de Janeiro ganha simpatias porque, a ser escolhida, traria pela primeira vez a realização deste grandioso evento desportivo para a América do Sul. Seria um claro sinal para o mundo de que os países do outrora esquecido hemisfério sul, começam a se revelar como participantes de pleno direito na cena internacional.

Em termos do apoio da população da cidade, o Rio de Janeiro não tem de que reclamar, pois a sua população é bem ávida de festas e se apresenta como aderente incondicional do evento. Contudo os madrilenos também perfilam da mesma postura.
Chicago não conta com o apoio popular, mas apresenta o melhor projecto em termos de inserção urbanística. Quanto a Tokyo... é a candidatura do pragmatismo e eficiência tão peculiares aos japoneses.

Esperemos então, para ver qual o resultado.