terça-feira, 14 de janeiro de 2014
ABORTO
quinta-feira, 19 de maio de 2011
FAZENDO BONITO
domingo, 10 de abril de 2011
sábado, 19 de março de 2011
PRETO E BRANCO
A vida não é preto e branco, claro e escuro, bem e mal, luz e trevas, doce e amargo, fora e dentro, sim e não. A vida não é feita de opções entre extremos.
A vida é composta de cambiantes. Uma paleta de cores que misturamos e com as quais compomos o nosso quadro, cenário das nossas vivências e percursos.
A vida não é feita de chegadas e partidas, porque nunca deixamos nada para trás. Tudo o que somos e alcançámos vai connosco para onde formos. E para sempre permanecemos por onde já passámos e na alma e corações de quem tocámos.
Perguntaram-me se gostava ou não de melancia. Respondi que não. Ao que replicaram; “Mas comes!”. De novo respondi: “Eu disse que não gosto, não disse que detesto.” Sim, eu como melancia, mesmo não sendo uma das minhas frutas favoritas.
Na vida há muita coisa que fazemos não por gosto, mas porque entendemos a sua utilidade e conveniência. E se não nos ensinaram isso em criança... então devemos ensiná-lo a nós próprios. A vida não é só “eu gosto”, “eu quero”, “apetece-me”.
A vida não é só EU.
domingo, 2 de janeiro de 2011
SILÊNCIO E SOLIDÃO
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
LES DANSEUSES BLEUES
Azul... o sonho, a pausa, a dança, a vida. O devaneio de querer ir além, alcançar as espirais superiores do ser.
Juventude... o anseio duma perfeição nunca alcançada. A intangibilidade duma felicidade que corre despercebida; tão intensa quanto fugaz. A busca dum delírio; mais quimera que paraíso. A beleza que se escapa nas pregas e meandros dum percurso sempre cego, feito duma cadeia de ininterruptos presentes; descontínuos na sua continuidade incompreendida. A vaidade duma película que Cronos reclamará em rugas e chagas dum percurso sofrido.
As ninfas... (e os faunos?). A pureza falsa, disfarçando a corruptibilidade duma glória encenada. O palco lustroso esquecendo as misérias da existência. A esperança dum idílio que nunca chega a maturidade; sempre meio-caminho de coisa nenhuma. A falsa promessa.
A glória do quase.
Nota: Este texto é a minha participação para o desafio de blogagem colectiva “Minha Ideia é meu Pincel” lançado pela amiga Glorinha L de Lion do Café com Bolo, inspirado no quadro “Les Danseuses Bleues” de Edgar Degas
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A CAMINHADA
Tentamos compreender o mundo. Mas que compreendemos de nós mesmos? Que sabemos de nós mesmos? Que sabemos nós da nossa condição, ou do nosso fado? Ou será presunção humana achar que temos um desígnio superior a cumprir?
Caminhamos. Tentamos que as nossas veredas sejam o mais rectas possível. Nem reparamos que em volta a natureza é bem sinuosa e inesperada.
Acreditamos caminhar numa floresta de gente, mas na verdade caminhamos sozinhos, desde o berço até à morte. Cada um por sua conta. E quantos se reconhecerão a si próprios no final? Quantos conseguirão desenhar o rosto da sua alma nas areias da praia dos náufragos?
E sempre a Grande-Mãe estende os seus braços em redor.
Nota: Porque sou virginiano e estou atravessando o limbo de mais um cíclo. O dia exacto não o direi. Bem hajam todos os que vierem por bem!
domingo, 21 de março de 2010
DOMINGO DE PRIMAVERA
Num Domingo de Primavera, com sol e sem história. Ao som de bom velho Hard Rock (Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath, Uriah Heep, Jethro Tull, ZZ Top, Nazareth, The Who, Queen...)e curtindo a mesma depressão de sempre... fico longe da paranóia da vida urbana desta sociedade de consumo, aqui fechado no meu recanto, sombrio e resguardado.domingo, 13 de dezembro de 2009
ALMA A CAMINHO

sexta-feira, 3 de abril de 2009
DIVAGANDO
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
VIDA
domingo, 31 de agosto de 2008
DOMINGO
Habitual fastio de tudo; de comida, de tarefas, de entertenimentos, ..., de tudo.
O Sol alto e descoberto de Verão, era um ferrete impiedoso e torturante.
Primeiro o deambular pela casa, procurando nada. Depois o sentar na borda da cama, queixo apoiado nas palmas das mãos em concha e os cotovelos assentes no joelhos. O olhar fitando a parede vazia em frente.
O tempo continua no arrastar dos ponteiros dos relógios. A vida prossegue sem nossa intervenção. Sabemos que lá fora o mundo existe nos seus vários ritmos e funções. A minha função; a de me manter vivo.
Ligo o macbook e dedico-me a organizar ficheiros de música. Os meus queridos ficheiros musicais. O oxigénio que me mantém vivo e desperto; o sangue arterial que me dá ânimo para continuar. O Manto de Arminho, que me resguarda da vida gélida minha madrasta.
Um convite arreda-me do meu refúgio: vamos ao supermercado! Depois do sol escaldante da tarde estival, está frio lá dentro. Andamos para trás e diante, entre filas de expositores de mercearias. Os olhares alheios atingem-me; encolho-me atrás dos meus óculos escuros. Impaciento-me por sair dali.
De regresso ao lar, o arrumar das compras e o preparar lesto para uma surtida ao cinema.
No automóvel encolho-me no assento traseiro, escudado pelos meus óculos escuros e os auscultadores onde se desfiam as notas do meu encantamento. A paisagem desfila lá fora, espiada através dos vidros; aglomerados urbanos, seguidos de aglomerados urbanos, alguns intervalados de baldios.
Tentamos entrever entre os transeuntos algum exemplar que nos dê alguma sensação de deleite fugaz. O mesmo se repetindo no centro comercial, o destino da nossa curta viagem.
O comprar os bilhetes para a sessão de cinema, antes que esgote. O deambular pelos corredores amplos, ladeados de lojas. O entrar numa ou outra para apreciar alguns artigos de interesse, ou mesmo até para comprar.
Hora de jantar. A escolha do restaurante; fast food. Abstenho-me de fazer sugestões e aceito a decisão alheia. É-me indiferente o tipo de comida; serve apenas para nutrir o corpo e mantê-lo vivo.
À saída do filme encontro um velho amigo-colega de escola. Conversa de circunstância e uma tentativa de evitar alongar-me em detalhes sobre a minha presente inexistência. Curto o encontro, rápidas as despedidas. A caminho do automóvel para regressarmos a casa, sou assolado pela inevitável avalanche de memórias duma juventude já muito longínqua no tempo.
Ao sair do imenso edifício... o doce encontro com o negro ar da noite. Cúmplice tranquilidade.
Regressados a casa, pude então retirar os resguardos e baixar a guarda.
O ataque foi fulminante! Verguei-me sob o peso devastador de mais uma crise de ansiedade. Prostrado, fustigado por tremores convulsivos, chorei. Porquê? Não tem resposta.
Minutos depois, cansado, procurava recuperar uma normalidade exterior, suficientemente tranquilizadora para os que partilham do meu quotidiano.










