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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ÓRGÃO

A D. Beatriz, senhora de 80 anos, solteira, organista numa igreja,
é admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele
ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá.
Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com
 água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu
 e perguntou-lhe o porquê de tão bizarra decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto?
 Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque,
quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para
colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra
todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".

sábado, 4 de setembro de 2010

MULHERES E HOMENS

Car stand

Já é tempo de acabar com esse sexismo de odaliscas decorando stands de carros luxuosos. Os homens também são bonitos!
Contudo acho completamente despropositado o aproveitamento do apelo à sexualidade para vender um objecto que serve para circular e transportar (sim, eu estudei na filosofia a relação com os mitos fálicos em que assenta a publicidade e blá-blá, mas mesmo assim...).
Sociedade de mentalidade doente!


Um falso Islão
(a imagem do terror)

Eu já li o Corão e não encontrei nenhuma indicação para o que se vê na imagem. Isto é o terror! Mete medo!
É a imagem do que os poderosos conseguem aproveitando a ignorância dos fracos.
Gentalha fanática!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DOS FRACOS NÃO REZA A HISTÓRIA

Setembro de 1957, Harry Harding High School, Charlotte, Carolina do Norte, Estados Unidos da América.

Ela é Dorothy Counts, 15 anos, a primeira jovem negra a frequentar uma escola para brancos nos Estados Unidos da América. Eles são os seus colegas brancos, escarnecendo-a e insultando-a. A esposa do líder do “Concelho dos Cidadãos Brancos” incitou os rapazes a impedirem-na de entrar na escola e às raparigas de lhe cuspirem em cima, dando assim início aos tumultos registados nas imagens.

Preconceito, ignorância, racismo, sexismo, desigualdade é tudo que se pode encontrar no comportamento desses energúmenos. Infelizmente ainda são sentimentos que condicionam o avanço da humanidade e o progresso das nossas sociedades.

Os molestadores não são nada além de um bando de idiotas e ficarão para sempre conhecidos como os tipos que foram desrespeitosos e grosseiros para com alguém importante. Ela ficou para a História como a jovem que enfrentou com coragem.

Após quatro dias de tormentos que ameaçavam a sua segurança e integridade física, os seus pais forçaram-na a abandonar a escola.

Dorothy Counts acompanhada pelo pai


quarta-feira, 21 de julho de 2010

DIREITO DE RESPOSTA

Há um momento em que se tem de dizer: BASTA!

Eu nasci em Moçambique sob os auspícios da Bandeira Portuguesa e assumo a minha nacionalidade portuguesa, com muito orgulho dos feitos históricos e civilizacionais com que este povo simples, mas ladino, favoreceu e favorece a Humanidade.

Eu sou português! Vivi durante os mais recentes 40 anos da minha vida em Portugal; o tempo suficiente para ver como um povo oprimido soube sair em liberdade duma sociedade quase rural transformando-a numa de modelo urbano tranquila e cordial, sem cair na vulgaridade do crime e da baixaria de costumes propiciados por uma má formação de carácter social e moral.

Ontem à tarde eu e o Sérgio, falávamos com um vizinho do prédio (homem duns 40/50 anos) e com o seu filho (moço duns vinte e tal anos) sobre computadores e as dificuldades de acesso rápido à internet, quando o homem se saiu com um infeliz “O teu computador deve ter é memória de português!” Eu olhei para ele e mostrei-lhe o meu sorriso amarelo. O indivíduo não entendeu e continuou a sua verborreia xenófoba, para grande constrangimento do filho, até que o Sérgio lhe lembrou: “Ele é português...” O cara nem tinha sacado pela minha pronuncia que eu era português?! Mas afinal é vizinho e sabendo bem da história da minha presença no condomínio... ou será que a memória brasileira dele não é assim tão aquela coisa?

Embaraçados ele e o filho retiraram-se e a conversa ficou por ali.

Ao voltar para casa mergulhei nos blogs amigos, esquecendo o episódio, mas nos comentários a uma publicação de um deles lá fui encontrar uma listagem de epítetos xenófobos com que os brasileiros mimoseiam os que não lhe são iguais: “Português burro, turco pão duro, negro ladrão, amarelo porco.” A avaliar pelo rol os brasileiros acham-se o supra-sumo das virtudes.

Já tive de pedir a brasileiros, meus correspondentes na internet, que tenham a delicadeza de retirar o meu nome da lista de envios quando for para enviar anedotas de mau-gosto sobre portugueses, as quais nenhuma corresponde à verdade e quando analisadas se percebe que são adulteradas no seu relato para visar propositadamente o eterno bode expiatório: o português.

Vejo-me confrontado diariamente com referências depreciativas e injuriosas aos portugueses, tanto nos falares das gentes na rua, como na internet e mesmo nos órgãos informativos. Além do modo paternalista com que todos entendem que me devem advertir, como se eu fosse um mentecapto infantilóide incapaz de me governar. Tem até gente que fala para mim pausadamente e vincando acentuadamente as sílabas como se eu não falasse e entendesse português.

A ignorância magoa, a ignorância ofende.

Foto: Bandeira de Portugal no Castelo de Guimarães. Clicar na foto para ampliar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

CNN - EXCELÊNCIA DO JORNALISMO AMERICANO

(Tradução: "As perturbações provocadas pela nuvem de cinzas vulcânicas levaram a que o avião de Merkel tivesse de se desviar para a capital portuguesa, onde passou a noite")

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DIVAGANDO

Todos nós aspiramos atingir algo na vida. Alguns almejam vários objectivos, outros se resignam com menos. Há ainda quem não encontre propósito na vida.

Olhando em redor, observando o mundo em que vivemos, por vezes a vida não faz muito sentido, pois os objectivos a que nos propomos e os modos que usamos para os alcançar não são coerentes. Almejamos a felicidade e rodeamo-nos de frustração e angústia. 

Um amigo certa vez me disse que "se não fazemos melhor foi porque não nos ensinaram". Sim, concordo com ele. Mas... E a nossa vontade intrínseca? Não basta remetermo-nos à nossa ignorância, usando-a como desculpa para não evoluir. Não foi desse modo que a Humanidade se desenvolveu. 

Não nos ensinam a pensar, mas podemos tentar aprender por nós, ou procurar quem nos ajude. A ignorância ostensiva é o grande travão da nossa qualidade de vida geral. Um povo inculto é um povo volúvel a todo o tipo de sevícias e manipulações oportunistas. Um povo inculto em nada melhora as suas condições de existência e persiste em condutas incovenientes e gravosas, tanto para ele como para terceiros.

Mas não basta frequentar a escola ou ter um canudo académico para se ser culto. O crescimento mental e espiritual de cada um depende de si mesmo, do seu esforço de evoluir, de transcender a rotina comezinha dum quotidiano atrofiante. E também transcender o cinismo e a arrogância.