
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
RESPIRO

quinta-feira, 18 de novembro de 2010
LES DANSEUSES BLEUES
Azul... o sonho, a pausa, a dança, a vida. O devaneio de querer ir além, alcançar as espirais superiores do ser.
Juventude... o anseio duma perfeição nunca alcançada. A intangibilidade duma felicidade que corre despercebida; tão intensa quanto fugaz. A busca dum delírio; mais quimera que paraíso. A beleza que se escapa nas pregas e meandros dum percurso sempre cego, feito duma cadeia de ininterruptos presentes; descontínuos na sua continuidade incompreendida. A vaidade duma película que Cronos reclamará em rugas e chagas dum percurso sofrido.
As ninfas... (e os faunos?). A pureza falsa, disfarçando a corruptibilidade duma glória encenada. O palco lustroso esquecendo as misérias da existência. A esperança dum idílio que nunca chega a maturidade; sempre meio-caminho de coisa nenhuma. A falsa promessa.
A glória do quase.
Nota: Este texto é a minha participação para o desafio de blogagem colectiva “Minha Ideia é meu Pincel” lançado pela amiga Glorinha L de Lion do Café com Bolo, inspirado no quadro “Les Danseuses Bleues” de Edgar Degas