
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
RESPIRO

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
IEMANJÁ
sábado, 28 de janeiro de 2012
DESABAFO: O ABENÇOADO

Apanhei um susto quando, ao entrar num dos corredores do supermercado, um simpático cidadão, com um sorriso largo de orelha a orelha, me saudou brindando-me com um sonoro: “Deus o ama senhor!...” e continuou a verborreia, que eu já não consegui escutar pois inibido logo me escapei entre as prateleiras de especiarias e molhos de condimentos pré-embalados. Vim depois a encontrar o beatífico cidadão quando esperava na fila, pela minha vez de pagar as compras e escutei atrás de mim: “Deus a ama, minha senhora!” Era de novo ele saudando uma mulher que acabara de passar. Do mesmo modo ia brindando toda a gente que entrava no supermercado, com sonoras bênçãos, não reclamadas.
Desculpem-me a rudeza, mas desde que cheguei ao Brasil, eu que sempre me considerei tolerante, quase me tornei um encarniçado anti-religioso militante, desconfiando de tudo quanto tenha a ver com religião, ou o que com ela tenha alguma relação. Principalmente tudo que esteja relacionado com o chamado cristianismo evangélico.
Eu não ando por aí apregoando as minhas crenças e os meus dogmas. Porque terei de ser atingido pela insensatez daqueles que inseguros das suas escolhas, disparam sobre todos o seu fanatismo, pretensamente piedoso, na tentativa de conquistarem um suposto Céu à custa da conversão forçada de quem já vive muito bem e em paz sem um deus único e prepotente às costas?
Que me interessa a mim ser amado por um deus déspota e vingativo, que ao longo da história, descrita no livro sagrado que nomeiam de Bíblia, cometeu e instigou todo o tipo de atrocidades e crimes contra indivíduos e contra a humanidade?
Essa gente que se remeta ao exercício privado das suas opções supersticiosas. A religião é um assunto privado entre o indivíduo e os dogmas que escolhe. O respeito pela diversidade de identidade individual, assim como das opções alheias, é a base duma pacífica coexistência nas sociedades que se querem democráticas e livres.
A minha liberdade faz-se de não ter que ouvir constantemente esse chorrilho hipócrita de “se deus quiser”, “graças a deus”, “deus queira”, “deus é fiel”, etc, etc, etc...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
CAVALO À SOLTA

Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura
Minha ousadia, meu galope, minha rédia,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa
Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha laranja amarga e doce
Minha espada, meu poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito
Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo
Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
NUM DIA DE SOL...
Na democracia o governo deverá ser de todos. A população não deverá delegar apenas a sua vontade no poder dos governantes, comportando-se assim como elemento passivo em regime totalitário. “Há que governar com inteligência” e para tal deverá haver o empenho de toda a população.
Não basta ficar na expectativa de legislações vindas de cima para encetar comportamentos inteligentes e de benefício geral. As populações devem tomar em mãos os destinos das suas vidas e empenhar-se por mudar hábitos e atitudes em função dos resultados ambicionados por todos. Maus hábitos não se mudam por decreto, mas por vontade e auto-educação. quinta-feira, 18 de agosto de 2011
CARRINHOS COMO CARINHOS
A minha mãe não era uma mulher muito expressiva em termos de afectividade. Também não era reservada. Mas não assumia aquela postura melada de beijos e carícias, tão típicas do ideal formado da mãe convencional. Era uma mulher e mãe, recta e branda, com uma atitude muito informal e alguma irreverência. Era uma pessoa junto da qual nos sentíamos à vontade e sem necessidade de recorrer a ritos hipócritas de falsos convencionalismos sociais.
Como desde cedo me revelei um aluno satisfatório e por vezes com resultados acima da média, ela negociou comigo um inteligente sistema de estímulo, recompensando as minhas boas prestações, satisfazendo uma das minhas paixões infantis: os carrinhos da Matchbox. Assim estabeleceu uma tabela de retribuição, sob a qual ela premiaria, ou penalizaria, os meus desempenhos escolares.
Confesso que nunca fui entusiasta da escola, mas a perspectiva de conseguir uma óptima colecção de carrinhos, era suficiente para estimular o meu zelo e dar o meu melhor, sem grande esforço. Os carrinhos Matchbox eram os carinhos que guardava da minha mãe. Afinal numa família de signos de Terra (quatro virginianos e um capricorniano) os afectos eram algo que quase se poderiam modelar em pedra e barro; nada de pieguices lamechas carregadas de beijoroquices, afagos sufocantes e demais lambuzices.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A VOZ DO SILÊNCIO

“O segundo Gong deu início ao grande êxodo interplanetário, Gaya... o nosso povo... partiu. Fomos para um quadrante dimensional onde a energia era menos criativa. Estávamos destinados a embarcar na densidade da matéria.
O Inominável Criador enviou-nos um grupo de seis seres destinados a resgatar as consciências mais avançadas deste planeta tão denso. Aqueles que ultrapassam Maya, a grande ilusão, serão de novo transportados para a Origem, onde reina o sentido de unidade total. A esses seres o Inominável chamou Blasted Mechanism, nascidos do som primordial, transformam a energia do espaço abrindo portas de luz de onde podemos ir beber sabedoria e compreender que temos de deixar a matéria para começar simplesmente a Ser.
Contempla! Torna-te a Luz, torna-te o Som. Tu és o teu Mestre e o teu Deus. És TU PRÓPRIO o objecto da tua busca. Rende-te... à VOZ DO SILÊNCIO.”









