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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

FLASHES DE ELEIÇÕES NUM PAÍS EM GUERRA?


Flashes de eleições num pais em guerra?
O reino do caos. Atentados à bomba ou a tiro, contra candidatos eleitorais. Políticos em campanha mortos à bala em surtidas criminosas. Dir-se-ia um pais em guerra. Talvez seja uma nação em guerra consigo própria, com o seu descaso, com o seu comodismo, com a sua indiferença. Pobre povo tolhido nos seus vícios e hábitos descuidados.
No meio da confusão o anúncio da descoberta de doações milionárias a partidos e políticos para as suas campanhas, por parte de desempregados e beneficiários de bolsa família (exactamente os mais pobres e desabonados da sociedade. Alguém está a querer enganar alguém... Ninguém acredita que eles tenham doado tais verbas, mas que malfeitores tenham usado os seus nomes e registos para encobrir doações ilegais.

Assim prossegue o gigante aos tombos e tropeções, na busca dum futuro e dum mundo melhor.

domingo, 15 de novembro de 2015

AGIR OU NÃO AGIR


Há catástrofes, acidentes e solidariedades. Há mobilização popular em torno de vítimas e sobreviventes. Mas o que se passa com a situação dos recentes atentados terroristas em Paris vai além do simples episódio funesto de quem por ele foi directamente atingido e a solidariedade daqueles que se compadecem com o infortúnio alheio. O hediondo episódio de 13 de Novembro passado, é mais um lance duma estratégia vil de provocar um conflito global de proporções inéditas na vil histórica bélica da humanidade. O caso aqui não é tão somente o número de vítimas ou a localização geográfica do hediondo evento, mas a vontade deliberada de provocar e atiçar males e calamidades maiores.
Toda a estratégia de actuação desse grupo criminoso é a deliberada provocação dum conflito bélico em nome duma pseudo-guerra inter-civilizacional-religiosa. Mas religião é o que menos está em questão em toda esta infâmia. O mais hediondo em todo este processo demoníaco é a mesquinhez pura de infligir dor e sofrimento pelo simples prazer de provocar terror; puro e simples terror. 
Veja-se como todos os métodos e alvos usados e visados em seus actos, são propositadamente escolhidos para ofender e ferir o que de mais sagrado e elementar há na filosofia de harmonia, liberdade e respeito pela vida em que se alicerça a civilização actual. Princípios tão veementemente defendidos pelas grandes nações relevantes da actualidade, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Note-se: estádio onde decorria um jogo de futebol, uma sala de espectáculos onde decorria um show musical, restaurantes e bares a esmo, onde as populações desfrutavam do lazer após uma semana de trabalho, tudo referências da cultura e modo de vida comuns à nossa civilização contemporânea, estes no caso recente em Paris; mas também sítios históricos de referência global, que testemunham o evoluir da civilização humana; execuções sumárias por decapitação sanguinária; defenestração, desde o topo dos prédios mais altos, de homossexuais; tudo exibido ostensivamente em vídeos distribuídos por todos os meios de comunicação, para se propagarem e causarem o maior efeito de repulsa e horror; além de outros procedimentos quotidianos repugnantes como o aliciamento de jovens do sexo feminino que são depois sequestradas e forçadas à escravidão sexual) Revelam apenas o imundo desejo de provocar um incomensurável e gratuito conflito global, para depois ficar desfrutando do vil espectáculo do sangue e miséria avassalando tudo e todos.
É isso que leva todos a aderirem a gestos simbólicos (como troca de fotos nos avatares dos perfis e partilha de apelos solidários) nas redes sociais da internet. A rejeição dum clima de terror e da ameaça duma guerra estúpida e global. A questão não é a identificação com os franceses, nigerianos, filipinos ou paquistaneses, sejam quem forem... mas o reconhecimento duma ameaça explícita e contínua ao nosso modo de vida e princípios morais em que baseamos a harmonia do nosso existir e coexistir, pacífico e fraterno.


sábado, 1 de outubro de 2011

"PORQUE HOJE É SÁBADO"


Guerra ou paz?
Porque a guerra é estúpida e as pessoas que a fazem são estúpidas.
Se a memória não me está a pregar partidas o vídeo dos Culture Club foi realizado (dirigido, br) por Bernardo Bertolucci (se não estiver correcto por favor corrijam-me). O conceito e os modelos militares usados no desfile foram mais tarde reutilizados por Madonna para um vídeo seu (American Life).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DANO COLATERAL


Recebi um email da Aliete com um vídeo. Eu não podia ficar indiferente e compartilho-o com todos vós. Assistam e deixem as emoções sonhar.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

GUERRA NUA

Artilheiro na torre de fogo de um bombardeiro da segunda guerra

Outrora os guerreiros combatiam corpo a corpo. Viam os olhos dos seus adversários, sentiam-lhes o cheiro e o calor dos corpos esforçados e ensanguentados.

Com a parafernália tecnológica de hoje, a guerra procura cada vez mais ser um uma actividade impessoal, despida de envolvimento físico directo. Até tentam mostrá-la como isenta de violência, como se tal fosse possível.

Ludibriados pela falsa ideia de que os muitos dispositivos tecnológicos lhes proporcionam uma inviolabilidade protectora, os militares avançam para a frente de combate num misto de terror e falsa aura de heroísmo. O maior embuste!

Como seria se os nossos militares tivessem todos de combater nus como vieram ao mundo? Que sentimentos os inspirariam e que emoções os moveriam?

domingo, 8 de agosto de 2010

sábado, 17 de outubro de 2009

E A GUERRA CONTINUA...



Morro dos Macacos, Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2009. 
5 mortos (2 agentes da PM e 3 criminosos) e 8 feridos, até ao momento em que escrevo, na guerra entre traficantes rivais, apenas este Sábado. Um helicóptero (onde iam os 2 PM mortos) da Polícia Militar abatido pelo fogo dos criminosos. Vários veículos de transporte colectivo incendiados em vários pontos da cidade (supostamente para desviar a atenção das autoridades).

E assim o Rio de Janeiro se prepara para receber as Olimpíadas de 2016.

Tantas questões se levantam pela estupefacção do avolumar duma tragédia inusitada. Serão estas as novas guerras do futuro? Dum futuro que se faz já presente...

O tráfico de armas de guerra com destino a bandos de tráfico de droga está mais que evidente. Agora os traficantes iniciam guerras urbanas, com armamento militar, para conquistar zonas de influência e pontos de tráfico. Estas disputas já não são com as autoridades policiais e militares, mas entre facções rivais. Aqui as forças oficiais apenas entram como árbitros, tentando recuperar uma paz podre.

Quando os meliantes conseguem abater uma aeronave de combate militar... Já não se trata dum problema de tráfico de droga urbano. É mais um problema de segurança geral, numa cidade vocacionada para o turismo e que pretende ser anfitriã dum mundo em festa, num futuro próximo.

Mas será um problema apenas do Rio de Janeiro? Não, infelizmente é mais generalizado. A criminalidade e violência são um produto comum do quotidiano brasileiro. E alastra pelo mundo.

E se a moda pega?...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BLOOD ON THE ROOFTOPS

"The Arabs and the Jews boy (too much for me)
They get me confused boy (puts me off to sleep)"
Blood on the Rooftpos, Steve Hackett/Genesis em 1976.

Passados 32 anos ainda a letra desta canção, infelizmente, mantém a mesma actualidade. 
Quantas décadas ainda lamentaremos o infame conflito israelo-palestiniano?

Quantas décadas ainda nos confrontaremos com infames imagens de crianças-soldado nas guerras tribais africanas?

Quantas décadas ainda assistiremos ao infame caos social e humano imposto pelos senhores da guerra na Somália?

Quantas décadas ainda durará essa infame guerra infamemente ignorada pelos media no Sri Lanka? A guerra que, entre todas as actuais, à mais tempo decorre, com tantas vítimas inocentes no fogo cruzado e nos atentados terroristas, de que ninguém fala pois não interfere nos preços do petróleo e não põe em causa a segurança, infamemente cobarde, do civilizado mundo ocidental.

Quantas décadas ainda assistiremos à infame profliferação das infames favelas e ao infame modus vivendus a elas associado, nas grandes metrópoles de toda a América Latina?

Quantas décadas ainda viveremos sob o infame terror dos infames atentados terroristas de fanáticos que se arrogam agir em nome duma qualquer religião ou dogma, para atingir seus fins assassínos e odientos?

Quantas décadas ainda teremos de assistir à infame supremacia da estupidez e ignorância ostensiva em nome de tradições e culturas cristalizadas em milénios de imobilismo?

Quantas décadas ainda de estupidez? 
Quantas décadas ainda de estupidez?? 
Quantas décadas ainda de estupidez???