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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

FLASHES DE ELEIÇÕES NUM PAÍS EM GUERRA?


Flashes de eleições num pais em guerra?
O reino do caos. Atentados à bomba ou a tiro, contra candidatos eleitorais. Políticos em campanha mortos à bala em surtidas criminosas. Dir-se-ia um pais em guerra. Talvez seja uma nação em guerra consigo própria, com o seu descaso, com o seu comodismo, com a sua indiferença. Pobre povo tolhido nos seus vícios e hábitos descuidados.
No meio da confusão o anúncio da descoberta de doações milionárias a partidos e políticos para as suas campanhas, por parte de desempregados e beneficiários de bolsa família (exactamente os mais pobres e desabonados da sociedade. Alguém está a querer enganar alguém... Ninguém acredita que eles tenham doado tais verbas, mas que malfeitores tenham usado os seus nomes e registos para encobrir doações ilegais.

Assim prossegue o gigante aos tombos e tropeções, na busca dum futuro e dum mundo melhor.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

PRENDAS

Francisco Moita Flores

“Prendas” é o título de um email que hoje recebi logo pela manhã. Devido ao interesse do conteúdo resolvi publicitá-lo aqui, mas como não trazia a referência onde havia sido anteriormente publicado irei apenas transcrever excertos. Os comentários, eu não os farei, ficarão por vossa conta.

A autoria do texto é atribuída a Francisco Moita Flores, Presidente da Câmara Municipal (Prefeito, para os leitores brasileiros) de Santarém, Portugal.

Inicia ele o texto por referir o seu espanto, ao tomar posse do seu cargo de presidente na Câmara de Santarém, perante a quantidade de prendas que chegavam ao seu gabinete nas vésperas de Natal. “Para um velho policia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar. Tomou então a decisão de distribuir todos os presentes por instituições de solidariedade social, “com excepção das flores”.

No segundo Natal no cargo a mesma situação de avalanche de prendas chegando ao seu gabinete repetiu-se. Pelo que ele teve o cuidado de classificar o que ia chegando: “E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal”.

Constrangido com o despropósito dos envios resolveu então agir na alteração dum hábito que não iria conseguir erradicar. “Foi enviada uma carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos”.

E remata o texto com uma determinação: “Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida”.


Adenda: Graças à prestimosa colaboração da amiga Clarice quem quiser ler o artigo na íntegra pode fazê-lo aqui.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

sábado, 1 de novembro de 2008

O GARROTE

Haja alguém que me explique porque estarão despejando Portugal em Lisboa.
Perante as políticas centralizadoras deste governo, começo a entender a ideia de que para lá de Lisboa o resto do país é um deserto.

Há indicadores preocupantes na política portuguesa de que nem tudo é tão claro e transparente quanto deveria ser em democracia. Não acredito que néscios cheguem ao poder em parte alguma e isso me induz a ficar mais de sobreaviso. 

Agora querem garrotar Lisboa com um paredão de contentores. Ãh?!!!...
Vão-se gastar milhões numa extravagante obra de malabarismos múltiplos, envolvendo várias vertentes. Entre as quais mais um túnel junto ao rio, em solos permeáveis!!! Bem se poderia direccionar essas verbas para a beneficiação patrimonial arquitectónica da cidade, tão mal tratada e descurada.
Lisboa tem potenciais turísticos como muito poucas cidades. Porque não aproveitá-los e dinamizá-los, em vez de insistir em políticas terceiro-mundistas de industrialização centralizada?
Afinal para que serve o porto de Sines??? Porque não enviar para lá os contentores e desenvolver uma rede ferroviária nacional inclusiva (uma rede que facilitasse o acesso ferroviário a todas as regiões do país, tanto para pessoas como para mercadorias)? 
No mínimo seria mais ecológico que esta política do asfalto, deliberadamente exterminadora das vias ferroviárias tradicionais remanescentes. Já para não falar no impulso que tal medida daria ao desenvolvimento económico do Alentejo (coisa que aquela monstruosa aberração da barragem do Alqueva não fez, nem fará).

Os militares estão descontentes com as suas condições contratuais. E oiço um sénior militar (um ainda remanescente dos apelidados Capitães de Abril) afirmar que não se passa nada com os militares, uma vez que eles fizeram o 25 de Abril , que possibilitou a democracia e que jamais os militares iriam por em causa a integridade dessa democracia. Sim, meu caro, mas não foram estes militares de hoje que fizeram o 25 de Abril à 34 anos (muitos deles ainda nem tinham nascido). Já para não falar nas razões que motivou o levantamento dos capitães... cala-te boca!
As forças armadas portuguesas deixaram de ser uma incorporação forçada de campónios incultos. Os militares agora são profissionais. A mim parece-me que há aí uma pequena diferença. Não acham?

A Assembleia da República repudiou a discussão da regulamentação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, invocando o Partido dominante e dominador, haverem outros assuntos sociais mais prementes a discutir e resolver de âmbito geral. Mas depois só oiço falar em Magalhães para cá e Magalhães para lá. Tendo-se chegado ao cúmulo (que vergonha eu teria se me considerasse português!) de o Primeiro Ministro armar em vendedor de banha-da-cobra, aproveitando uma cimeira internacional, onde era suposto debater-se assuntos de suma importância e que muito preocupam todo mundo, para fazer uma sessão de propaganda do Magalhães.

Como diria qualquer um dos meus amigos brasileiros: HAJA CU!!!