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terça-feira, 3 de julho de 2012

OS ANJINHOS



Educar não é oprimir nem reprimir, mas sim ensinar limites. Despertar a consciência de si entre os outros.

Viver sem limites é criar o caos. E quem vive sem limites acaba isolado e só.

Aconteceu na minha presença: A criança largada no Museu de Energia Nuclear, sob o olhar irresponsável dos pais, arranca o expositor da parede e escaqueira tudo no chão. Vergonha! O espanto e indignação geral de todo o grupo de visitantes. Os pais... nem uma palavra de admoestação. A criança... continuou sorrindo e brincando. No chão ficaram cacos de vidros e de cristais de quartzo, que tinham sido tratados com radioactividade para tonalização.

Todos parecem querer delegar na escola aquilo que não fazem em casa: educar. A escola não educa a personalidade de crianças. Não é essa a sua função. A escola ensina. A educação duma criança começa e faz-se em casa, com a família.

Criança não conhece limites. Cabe aos pais a função de dar à criança o entendimento da importância do respeito pelo seu espaço e o espaço dos outros. É no lar que a criança procura modelos. Junto daqueles que ele primeiro ama e em quem se inspira. Se só lhe mostram e dão bagunça no lar, é isso que ele levará como modelo para o resto da vida.

E os outros que se lixem!



Nota: Quanto ao incidente no Museu, podem ficar tranquilos que não houve riscos de contaminação radioactiva. Embora tivessem sido tratados com radioactividade os objectos não eram radioactivos. Tal como ninguém fica radioactivo depois duma radiografia. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ARROZ E FLORES

"Um sujeito colocava flores no túmulo de um parente quando vê outro colocando um prato de arroz na sepultura ao lado. Ele vira-se e pergunta: 


- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz? 


- Sim, geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores! - respondeu o outro.”


Nota: A publicação de hoje foi possível com a colaboração do meu amigo Orlando, que me enviou este texto que circula na internet.

terça-feira, 1 de junho de 2010

BACULATION

Belém, Brasil, três adolescentes jogam futebol na rua e são interceptados por agentes da Policia. Os agentes da autoridade humilham os jovens, obrigando-os a dançarem uma coreografia, cantando um tema musical em voga nos meios marginais. Forçam os miúdos a sorrirem, enquanto se humilhavam. Acabadas as filmagens os jovens são libertados.

Um dos agentes educadores da população é a classe policial e toda a sua estrutura. Mas como ninguém dá aquilo que não tem, é necessário educar os agentes policiais para que eles dignifiquem a sua corporação e sejam motivo de respeito e orgulho dos cidadãos que é suposto protegerem.

Que educação podemos nós passar aos nossos jovens se os agentes da ordem não se apresentam dignos de ser respeitados? Todo mundo sabe que quem não respeita não pode exigir respeito. E temor nada tem a ver com respeito.

Numa sociedade saudável a Policia é respeitada e não temida. E quando assim não for é porque tudo está errado.

PS: Baculation é uma gíria que designa o acto de revistar um suspeito ao ser detido pelos agentes policiais.

sábado, 5 de setembro de 2009

BEIJANDO

Esta semana, no Brasil, foi detido um turista italiano por ter beijado, nos lábios, a filha de oito anos na piscina pública duma instalação hoteleira. A presença da polícia e a instauração do processo judicial foram pedidos por turistas brasileiros que se encontravam no local e se sentiram vexados pela conduta do indiciado. 

Num país onde tão pouco se tem respeitado a criança (lembremos o massacre dos meninos de rua na Candelária) e onde se induzem as crianças ao consumo e tráfico de drogas, onde se instigam os menores a toda a prática de crimes e se os educa através duma programação televisiva de gosto duvidoso, tal medida é mesquinha, revelando um absurdo excesso de zelo, carregado duma imensa xenofobia.

Se o Brasil quer crescer como país com pretensões a ocupar no mundo um lugar de liderança, então o seu povo tem de se reeducar do seu chauvinismo marialva e do machismo obsoleto e tacanho com que pauta o seu quotidiano.

Não é através de telenovela que se educa um povo!