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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

AZEITE SPRAY

Podem achar anedótico, mas não é anedota. Podem achar que é esquisitice minha, mas não é. Poderão os não lusos entender que não é caso para tanto, mas acredito que muitos dos meus amigos portugueses, e aqueles que mesmo não o sendo já viveram em Portugal e conhecem os hábitos gastronómicos portugueses, entenderão a minha estupefacção, senão mesmo indignação.

Outro dia, num restaurante aqui no Recife, pedi azeite, para poder regar condignamente os legumes cozidos e a salada. Com espanto meu apresentaram-me uma garrafinha de spray de azeite. Não sabia se havia de rir ou gritar por socorro: “Levem-me para a minha terra!” Procurei entre os outros frascos de molhos e temperos, mas só encontrei outros dois iguais: azeite spray.

De acordo que o azeite não é um artigo de produção local, pelo que não faz parte dos costumes e gastronomia nordestina, ou mesmo brasileira, além de que por ter de ser importado é muito caro, mas daí a ter que borrifar a minha salada com uns aspergidos de azeite... Poupem-me!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ARROZ E FLORES

"Um sujeito colocava flores no túmulo de um parente quando vê outro colocando um prato de arroz na sepultura ao lado. Ele vira-se e pergunta: 


- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz? 


- Sim, geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores! - respondeu o outro.”


Nota: A publicação de hoje foi possível com a colaboração do meu amigo Orlando, que me enviou este texto que circula na internet.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

HELENA E TERESA

Ao fim de quatro anos de luta por um sonho finalmente “em nome da Lei e da República Portuguesa Helena e Teresa estão unidas pelo casamento”. Foi o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo registado em Portugal.

Mas a luta não terminou. As duas mulheres irão continuar a viver numa semi-clandestinidade, para evitarem a segregação e perseguição por parte dos vizinhos e população em geral. É que não basta publicar uma lei de alteração de costumes se não se educar o povo para uma nova e mais justa realidade. Até TODOS entenderem o direito ao respeito e dignidade vai um grande hiato de educação indispensável para uma convivência pacífica com a diferença.