Podem achar anedótico, mas não é
anedota. Podem achar que é esquisitice minha, mas não é. Poderão os não lusos
entender que não é caso para tanto, mas acredito que muitos dos meus amigos
portugueses, e aqueles que mesmo não o sendo já viveram em Portugal e conhecem
os hábitos gastronómicos portugueses, entenderão a minha estupefacção, senão
mesmo indignação.
Outro dia, num restaurante aqui no Recife, pedi azeite, para poder regar condignamente os legumes cozidos e a salada.
Com espanto meu apresentaram-me uma garrafinha de spray de azeite. Não sabia se
havia de rir ou gritar por socorro: “Levem-me para a minha terra!” Procurei
entre os outros frascos de molhos e temperos, mas só encontrei outros dois
iguais: azeite spray.
De acordo que o azeite não é um
artigo de produção local, pelo que não faz parte dos costumes e gastronomia
nordestina, ou mesmo brasileira, além de que por ter de ser importado é muito
caro, mas daí a ter que borrifar a minha salada com uns aspergidos de azeite...
Poupem-me!
