domingo, 10 de julho de 2011

VIVENDO O SONHO

Sabine Dünser cedo descobriu a sua vocação musical e logo sonhou ser vocalista duma banda de Rock. Aos vinte e dois anos concretiza o seu sonho e forma o núcleo do que depois seria a banda de Metal “Elis”. Aos vinte e nove anos morre de AVC (acidente vascular cerebral) depois da gravação do terceiro álbum da banda, “Griefshire”.

Tributo de um fã:

terça-feira, 5 de julho de 2011

QUANTAS ÁFRICAS?

Há uma mística em torno de África, que nos remete para um ideário fantástico de imagens exóticas e bucólicas. A mim remete-me para a saudade.

DUAS ÁFRICAS
Algumas fotos:



Um vídeo:

domingo, 3 de julho de 2011

BANALIDADES

Mais uma polémica abstrusa e insidiosa, arvorada de puritanismos hipócritas e mal-intencionados.

As fotos da polémica

Sua Eminência Dom Odilo Scherer o arcebispo de São Paulo (Br), veio a público manifestar a sua indignação contra uma campanha, que alerta para o uso de preservativo como prevenção contra os riscos de doenças sexualmente transmitidas, por esta fazer uso de iconografia sacra católica.

Sinto muito, Sua Eminência, mas os Santos não são propriedade exclusiva da Igreja Católica. A sua popularização tornou-os parte da cultura dos países de tradição cultural católica; são propriedade do domínio público, logo de uso disponível por todo e qualquer cidadão. Quem banalizou a imagem dos santos foi a própria igreja católica (a sua Igreja, Sua Eminência) ao forçar a disseminação da sua iconografia com o intuito de forçar e acelerar a sua proliferação missionária imperialista. Ademais, esta era uma campanha benemérita e caridosa, pelo que só posso entender o seu incómodo como fruto do preconceito homofóbico, que macula ainda mais os pergaminhos da vossa instituição, já de si tão infames.




Fotos dos santos: Ronaldo Gutierrez

sexta-feira, 1 de julho de 2011

APONTAMENTOS: DIVERSIDADE


Nota prévia: Esta rubrica de Apontamentos compõe-se de notas recolhidas em rascunho para posterior desenvolvimento e publicação. Mas à falta de tempo e disponibilidade... vai assim mesmo!

Diversidade é a palavra chave para o nosso mundo hoje.

A harmonia vem do equilíbrio na diversidade.

O grande risco da globalização está na uniformização. Uniformização de costumes que levam a um esgotamento de recursos. Assim a uniformização dos modelos energéticos levou à expansão dos monopólios imperialistas que dominam a nossa economia capitalista, subjugando todos a um mesmo poder e acelerando o esgotamento desses recursos, o que arrasta atrás de si violência e conflito na tentativa de procurar uma harmonia entre os dois lados do abismo urbano: os muito ricos e os muito pobres (que são muitos mais que os ricos).

Vivemos numa sociedade urbana. Construímos uma sociedade urbana. Uma sociedade voraz no consumo de recursos, mas incapaz de os repor. Isso precipita o seu (nosso) próprio colapso e fim.

Como sei que gostam muito de ver os bonequinhos a mexer enquanto a música toca, aqui fica um tema para o fim de semana. Podem utilizar o vídeo como banda sonora para lerem o texto e reflectirem sobre o que propõe. A música é "Dead Cities" dos Future Sound of London.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MISSED POOR BOY

Na década de setenta do século passado eu extasiava-me com a música dos Emerson, Lake & Palmer. A sua formação em trio era suficiente para produzir boa música e a predominância de teclados era um dos aspectos que mais me atraía.

Descubro depois uns alemães com um estilo semelhante, embora suficientemente distinto para não ser cópia: os Triumvirat. Rendi-me logo na primeira audição do seu “Illusions on a Double Dimple” (1974).
Em seguida foi a vez de “Spartacus” (1975) me cativar. Mas logo se deu a saída do baixista e vocalista Helmut Köellen. Lembro de na ocasião alguns críticos terem afirmado que a sua voz era deficiente, não se enquadrando no som da banda e que teria sido esse o motivo da retirada. Discordei por completo!
Para mim o timbre de Köellen é um dos pontos de referência dos dois álbuns que ele gravou com a banda e que se tornaram os maiores sucessos de sempre dos inconstantes (em termos de formação) Triumvirat.

Köellen não havia abandonado por alguma incompatibilidade com o projecto do trio, mas apenas para enveredar por uma carreira a solo.
A 3 de Maio de 1977, Köellen chegava a casa de carro. Sem ter saído da viatura, nem ter desligado o motor, ficou ali mesmo na garagem, escutando algumas músicas do seu primeiro álbum a solo ("You Won’t See Me"), que se encontrava em fase de produção. Mais tarde foi encontrado morto por intoxicação com monóxido de carbono. Tinha 27 anos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

ONTEM, HOJE E...

O apetrecho que todos esses senhores da imagem ostentam é uma régua de cálculo. Um instrumento utilizado para realizar múltiplos cálculos matemáticos desde o século XVII (foi inventado por um padre em 1638) até à década de 1970, quando as calculadoras electrónicas começaram a ser popularizadas.

A régua de cálculo possibilitava resultados aproximados, mas nesse tempo tudo era mais fiável; as calculadoras electrónicas apresentam cálculos exactos, mas agora tudo é suspeito, nem na própria sombra podemos confiar.

Eu cheguei a ter uma, num estojo de couro. Era instrumento de aquisição obrigatória para as aulas de matemática no ensino secundário. Guardei-a sempre como um tesouro do passado, até que a minha vida deu o maior trambolhão de todos que passei e já nem sei que destino levou, juntamente com todo o meu espólio de memórias materiais.

Quem chegou a trabalhar com uma régua de cálculo, pelo menos na escola? Deixem a vossa resposta nos comentários e depois voltemos para verificar quantos de nós tivemos contacto com este testemunho do passado.