Na década de setenta do século passado eu extasiava-me com a música dos Emerson, Lake & Palmer. A sua formação em trio era suficiente para produzir boa música e a predominância de teclados era um dos aspectos que mais me atraía.
Descubro depois uns alemães com um estilo semelhante, embora suficientemente distinto para não ser cópia: os Triumvirat. Rendi-me logo na primeira audição do seu “Illusions on a Double Dimple” (1974).
Em seguida foi a vez de “Spartacus” (1975) me cativar. Mas logo se deu a saída do baixista e vocalista Helmut Köellen. Lembro de na ocasião alguns críticos terem afirmado que a sua voz era deficiente, não se enquadrando no som da banda e que teria sido esse o motivo da retirada. Discordei por completo!
Para mim o timbre de Köellen é um dos pontos de referência dos dois álbuns que ele gravou com a banda e que se tornaram os maiores sucessos de sempre dos inconstantes (em termos de formação) Triumvirat.
Köellen não havia abandonado por alguma incompatibilidade com o projecto do trio, mas apenas para enveredar por uma carreira a solo.
A 3 de Maio de 1977, Köellen chegava a casa de carro. Sem ter saído da viatura, nem ter desligado o motor, ficou ali mesmo na garagem, escutando algumas músicas do seu primeiro álbum a solo ("You Won’t See Me"), que se encontrava em fase de produção. Mais tarde foi encontrado morto por intoxicação com monóxido de carbono. Tinha 27 anos.