segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O MENINO E O PAPAGAIO
segunda-feira, 14 de maio de 2012
WWW
Poucos conhecerão o rosto simpático da foto. Assim também como o nome Tim Berners-Lee nada diga para muitos, mesmo muitos, de vós que estais aqui lendo este texto. Esse rosto e esse nome são do criador da internet. A www que todos conhecemos e usamos.
Esse senhor, Tim Berners-Lee, idealizou e criou um sistema de comunicação de massas livre e gratuito. E ainda hoje continua lutando pela liberalização e gratuitidade dessa sua criação.
Foram as grandes corporativas do ramo que se opuseram a essa liberdade e impuseram a regra capitalista do lucro a todo custo e sobre tudo. Assim, aquilo que poderia e deveria, ser de acesso geral e um serviço público sem custos, tornou-se um dos maiores negócios da actualidade.
Pessoal! A internet foi criada para ser de acesso livre e gratuita! Não deveríamos pagar um tostão furado, que fosse, para aqui estarmos e partilharmos nossas experiências e saberes.
Continuamos a ser os escravos do capitalismo selvagem e omnipotente!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
QUOTIDIANOS - IN THE SPOT

Um cretino ganha balúrdios para levar a malta a divertir-se no mar, esquecendo que são os passageiros que estão lá para se divertir e não ele. Faz uma série de burrices e quando a coisa fica preta diz que num balanço brusco do navio ele caiu directamente num bote salva-vidas. Milagre! Entretanto o navio naufraga com milhares de pessoas a bordo e a morte de um número ainda não determinado delas. Chocado o chefe da capitania próxima, que testemunha tudo ao vivo, berra ao telefone, para o cobarde capitão da nave: “Vada bordo! Vada bordo, cazzo!” Para assim assumir o resgate dos náufragos que estavam sob a sua responsabilidade.
O apelo virou bordão que denuncia a incompetência e cobardia dum títere ao serviço de mais uma indústria de ganhar dinheiro fácil.

Em Goiana, Pernambuco, Brasil, dum dia para outro uma fonte, que abastecia cerca de cinquenta famílias nas redondezas, desata a jorrar água de cor vermelha. Vai daí a populaça desatina e declara a água como milagrosa e logo se começam organizando romarias para beberricar e recolher a suposta água abençoada. Até que as autoridade sanitárias sabendo do caso interditam a fonte e fazem recolha de amostras para análise declarando numa primeira apreciação que se constatam vestígios de coliformes fecais (que seja lá o que for não tem um nome muito asseado).
Mas será que ninguém consegue pôr um pouco de tino nas cabeças desse povinho analfabeto de que nem tudo é obra dum deus milagroso? E que todo o ser humano é dotado dum cérebro para pensar?
A investida brutal do capitalismo contra a liberdade de comunicação iniciou a sua guerra. Quando no congresso americano se preparam leis para limitar a circulação de ficheiros e informação na internet (ou seja, tentam legalizar a censura) o FBI fecha as instalações da MEGAUPLOAD e arrastam os seus fundadores e gestores para os tribunais onde serão dilacerados pelas sanguessugas das indústrias discográficas e cinematográficas.
Pessoal internético, é hora de deixarmos de ingenuidades obtusas e tontices parvas e começar a abrir os olhos para preservar a nossa liberdade de acesso e informação na internet! Deixemos de ingenuidades de que a política é só para os políticos, Senão um dia chegará em que para termos acesso à internet precisaremos de autorização judicial.
ABRAM OS OLHOS! VADA BORDO, TUTTI! CAZZO!
sábado, 19 de novembro de 2011
ACIMA E ABAIXO

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
NO DIA DEPOIS
sexta-feira, 1 de julho de 2011
APONTAMENTOS: DIVERSIDADE

Diversidade é a palavra chave para o nosso mundo hoje.
A harmonia vem do equilíbrio na diversidade.
O grande risco da globalização está na uniformização. Uniformização de costumes que levam a um esgotamento de recursos. Assim a uniformização dos modelos energéticos levou à expansão dos monopólios imperialistas que dominam a nossa economia capitalista, subjugando todos a um mesmo poder e acelerando o esgotamento desses recursos, o que arrasta atrás de si violência e conflito na tentativa de procurar uma harmonia entre os dois lados do abismo urbano: os muito ricos e os muito pobres (que são muitos mais que os ricos).
Vivemos numa sociedade urbana. Construímos uma sociedade urbana. Uma sociedade voraz no consumo de recursos, mas incapaz de os repor. Isso precipita o seu (nosso) próprio colapso e fim.
☣
Como sei que gostam muito de ver os bonequinhos a mexer enquanto a música toca, aqui fica um tema para o fim de semana. Podem utilizar o vídeo como banda sonora para lerem o texto e reflectirem sobre o que propõe. A música é "Dead Cities" dos Future Sound of London.
domingo, 29 de maio de 2011
ISTO É EUROPA
O verdadeiro poder do mundo capitalista não está nas mãos dos governantes mas sim na ditadura do conluio obscuro dos todo-poderosos senhores da economia global.sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
TEMPOS MODERNOS
Certa vez li num periódico um comentário dum leitor anónimo que dizia: “ Os governos fazem campanhas afirmando que o tabaco mata, as drogas recreativas matam, que o álcool mata, mas ainda não vi nenhuma campanha afirmando que trabalhar que nem uma besta mata”. As premissas podem não ser as mais convenientes, mas não deixa a réplica de chamar a atenção para uma questão fundamental da existência humana no mundo urbano actual.
O sistema laboral da nossa civilização é desumano, tal como a ideologia que lhe deu forma e propósito. A forma é o esclavagismo assalariado e o propósito é a subjugação completa ao sistema capitalista que o criou: o enriquecimento incondicional para a manutenção do poder pelo poder.
Mas a expressão fulcral na afirmação do leitor anónimo é: “Trabalhar que nem uma besta mata!” Mata porque somos (cada um de nós) um todo complexo e respondendo dum modo orgânico a todos os estímulos a que somos sujeitos.
O sistema pendular de vida (casa/trabalho trabalho/casa) que temos não é natural. Mais ainda quando coreografado com o recurso a todos os incómodos duma existência urbana.
Morar a mais de três horas (no total de ida e regresso) do local de trabalho é um absurdo atentado à saudável sobrevivência de qualquer ser. Tempo esse gasto em transportes colectivos apinhados de gente angustiada e circulando com toda a dificuldade inerente a cidades povoadas muito além do conveniente.
O longo período de trabalho , que consome as melhores horas do dia, em desfavor de outras actividades fundamentais como o convívio familiar, social e o ócio direccionado ao desenvolvimento pessoal, é um brutal atentado ao desenvolvimento do indivíduo e uma condenação malévola do nosso propósito maior de vida: evoluir.
A sugestão condicionadora de que o propósito de vida está na aquisição de bens supérfluos e que para tal há necessidade de trabalhar desalmadamente para os adquirir (num ciclo perverso de produção/consumo com o único fito de satisfação dos ideais de ganância dos dominadores) é aviltante.
Manter trabalhadores ocupados num horário de trabalho extenso quando milhares de outros se encontram desempregados e com carências, tanto eles como as suas famílias, apenas para manter os absurdamente elevados níveis de lucro da classe empregadora e assim sustentar o seu poderio e domínio, é no mínimo perverso.
Trabalhar excessivamente e em más condições não é saudável (e o que não é saudável é pernicioso), pois origina toda uma série de mal-estares de origem orgânica e mental, que estão na origem de todos os distúrbios físicos e mentais que assolam a quase totalidade da população contemporânea.
Temos de deixar de ser máquinas ao serviço das classes dominantes, para passarmos a ser seres humanos.
Agostinho da Silva defendia que o futuro da humanidade estava na civilização do ócio. Entendam isso como quiserem.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
FEUDALISMO E CAPITALISMO
O feudalismo era uma estrutura social em que a relação de poder assentava na posse da terra, sendo esta a base duma economia agrícola. Era da terra que vinha toda a produção necessária ao suporte da vida.
O pagamento com que os soberanos retribuíam os favores dos nobres era feito em doação de terra. Esgotada a disponibilidade de terra livre para doação, os reis começam a cunhar moeda como modo de pagamento à nobreza. É a subversão de todo o sistema económico e dá ensejo ao fortalecimento duma nova classe; o burguês. Elemento novo rico que acumula poder financeiro, embora sem as benesses dum título nobiliárquico. Surge então o capitalismo.
O capitalismo põe termo ao feudalismo no fim da Idade Média com o advento das classes burguesas. Desde então o poder passa a estar ligado ao dinheiro e não à posse de terra.
Capitalismo é a capacidade de gerir riqueza a partir da riqueza; o que significa que quem nada tem não pode enriquecer.
Na estrutura social do feudalismo não há espaço para o escravo. Já o capitalismo mercantil encaixa o escravo nas grandes unidades de produção de derivados agrícolas (açúcar, algodão, café, cacau, etc). Com a revolução industrial há a necessidade da abolição da escravatura, apenas porque o escravo não consome. Então o escravo é promovido a operário assalariado para se tornar um consumidor dos artigos que produz, contribuindo assim duplamente para o enriquecimento do burguês capitalista.
O feudalismo é uma estrutura social típica das sociedades do velho mundo. Quando se dá a expansão colonial no novo mundo, esta é liderada pela classe burguesa segundo um modelo capitalista e aí a liberdade de implantação da escravatura (vide os campos de algodão dos estados sulistas norte-americanos e os engenhos de açúcar brasileiros), como modelo altamente rentável. A Igreja, bem subornada pela classe dominante, a tudo dá a sua bênção e cobertura.
O capitalismo é um modelo obsoleto, insuportável para o desenvolvimento natural da humanidade enquanto organismo cultural eticamente superior.
Ou a humanidade asfixia o capitalismo ou é asfixiada por ele!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
JOVEM HOJE
Perguntaram-me sobre o que se passa com a juventude de hoje.


