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terça-feira, 19 de julho de 2011

FUTEBOL



Aos 34 anos de idade e com 16 anos de empregado dum famoso clube de futebol português, Nuno Gomes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 12.905 euros mensais.
Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma (aposentadoria, Br) de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

domingo, 16 de janeiro de 2011

FUTEBOL!... UI!...

Ok! Vai começar a festa, vem aí o futebol!

Trava tudo!

O resto do mundo pode ir pelo ralo! ... Olé! Olé, olé, olé! Olé! Olé!...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

COPA

Imaginem que na África do Sul estaria decorrendo o Encontro Mundial de Conhecimento e Cultura 2010.

O governo local teria construído vários grandes centros de ciência e cultura nas principais cidades. Havia erguido também grandes auditórios, onde agora se reuniam multidões para assistirem a seminários, palestras, recitais...

Pelos bares das cidades, em todo o país, gente oriunda de todo o globo se reunia em animadas tertúlias literárias, onde recitavam e apresentavam obras de autores das mais variadas origens e tradições.

Nas principais praças foram erguidos grandes palcos de imagem e som onde eram transmitidos os eventos que decorriam nos auditórios, para todos aqueles que não haviam conseguido entradas.

Por todo o mundo as cadeias de televisão faziam chegar a todos os lares as grandes conferências e...

Ok! Endoideci de vez! Podem chamar os paramédicos com o colete de força.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESTAMOS NO MUNDIAL 2010


Merecido festejo dos jogadores da selecção portuguesa de futebol: Portugal vai ao Mundial de 2010, na África do Sul!
Mesmo perante uma claque adversária que primava por uma agressividade alarve, que continuadamente arremessava objectos para dentro do campo, tendo mesmo chegado a molestar fisicamente um dos membros da equipa de arbitragem, os nossos rapazes deram conta do recado. Com todos os sobressaltos a que nos já habituaram, lá conseguiram fazer aquilo que deles se esperava.
Parabéns!

Portugal pode fazer festa, merecidamente. Já o mesmo não se pode dizer de outros casos, que lastimavelmente deixaram a desejar no civismo e lisura.

No jogo entre a Argélia e o Egipto assistiu-se a uma batalha campal de pancadaria grosseira, entre os membros de ambas as selecções. Cenas indignas dum desporto que é de eleição para milhões de adeptos e que deveria ser usado para transmitir exemplos de bom convívio e boa cidadania.

A França conseguiu o seu apuramento através dum golo alcançado na sequência duma jogada irregular (Thierry Henry ajeitou a bola com a mão). O árbitro validou o jogo e a FIFA recusa repetição do jogo por entender que as decisões dos árbitros "são sobrenas e finais" (sic). Nem comento, pois muito haveria a dizer desse solene princípio de respeito pelas decisões dos juízes.

Com a complacência perante erros grosseiros e comportamentos alarves, como poderemos pretender construir um mundo melhor, se não sabemos aproveitar as mínimas oportunidades para fazer passar bons exemplos e modelos?


quarta-feira, 29 de abril de 2009

O VALOR DA EXPERIÊNCIA

De início eu tinha opiniões dúbias em relação a ele. Talvez ainda possa manter algumas cautelas em opinar sobre a pessoa, mas assistindo em directo ao jogo de futebol entre o Santos e o Corinthians do passado domingo, pude verificar o valor da experiência, que faz a diferença entre a arrogância e a auto-confiança. 
Falo do segundo golo de Ronaldo nesse jogo, que marcou o resultado final de 3-1 a favor do Corinthians. Até o próprio Pelé, presente no estádio, não se poupou a elogios à indubitável técnica de Ronaldo. 

E como se consegue tal feito?! Com a modéstia da dedicação a um trabalho de anos, cujo resultado é o aperfeiçoamento dum desempenho eficaz. No pain, no gain.

O que eu vi e se pode rever na repetição do lance até à exaustão, é o resultado de anos de experiência. A maturidade alcança-se com tempo e dedicação. Muitas vezes é necessário descer ao fundo do poço para aprender o valor da luz.

Medina Carreira diz "as pessoas sabem o preço das coisas, mas desconhecem o valor das coisas". Nos dias de consumismo hedonista em que vivemos e construímos a nossa civilização, pretende-se que tudo seja imediato e de fácil acesso. Apenas visamos os alvos, sem entender que o ganho está no percurso. Perdemos o sentido do aprendizado, o valor do ritual, a importância da iniciação.

O golo de Ronaldo pode parecer um passe de génio. Mas por trás daquele chuto estão anos de experiência e dedicação. Os génios não nascem feitos; aprendem! E isso está em extinção no nosso mundo civilizado: a importância do aprendizado.

Governantes e operadores sociais apelam para a necessidade da formação individual, mas em redor tudo apela para o imediatismo comodista. Temos de fazer escolhas sérias e conscientes. Temos que saber abdicar para ganhar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SEXTA-FEIRA

Depois de ter vencido todos os atrozes rituais, plenos de crises de ansiedade e subterfúgios de procrastinação, lá consegui sair de casa para ir ao aeroporto, onde compraria a passagem para o meu futuro. 
Havia sol e a temperatura era amena, dir-se-ia um dia primaveril, não fosse estarmos em véspera de carnaval.

Chegado na paragem do autocarro (Br; "ponto de ónibus"), que me levaria até à estação onde apanharia o comboio (Br; "trem") para Lisboa, fiquei esperando, juntamente com um grupo de adolescentes. Uma jovem vestia um equipamento de futebol, entretendo-se com a bola enquanto tagarelava com os amigos e amigas que esperavam o transporte. A conversa era sobre colegas que eram gays ou não, mas sem nenhum tom recriminatório ou de troça; apenas a busca de identificação entre iguais. 

O trânsito automóvel passava num sentido e noutro, enquanto na paragem todos esperávamos o autocarro. 
E do nada aproxima-se uma adolescente, abraçando contra o peito uns compêndios escolares, dirigindo-se à menina futebolista. As duas se abraçam com ternura. A menina da bola segura a cabeça da outra entre as mãos, afagando-lhe o cabelo e, olhando-a nos olhos diz com doçura: "Oh, meu amor!" Beijaram-se e depois voltaram todos a conversar, enquanto a menina da bola retomou a troca de passes com outros colegas que estavam por perto.

Como era sexta-feira de carnaval, alguns dos rapazes estavam com roupas femininas e usavam perucas longas, que balouçavam estouvadamente enquanto eles corriam atrás da bola. Por vezes a menina futebolista vinha até à paragem e abraçava a sua namorada, dando-lhe um beijo rápido, para logo correr de volta ao jogo.

A espera começava a ficar longa, pois eu aguardava em pé. Então na esquina da rua surgiu a frente de... "O autocarro, amor!" gritou a jovem que esperava na paragem. A futebolista acorreu prontamente e as duas se abraçaram com a mesma ternura e se despediram com um beijo. Nova carícia nos cabelos da menina dos livros, que se voltou e entrou no autocarro, com os olhos brilhando de felicidade. Eu entrei também.
Lá fora a outra acenava e soprava beijos com a mão, até os outros a chamarem de volta ao jogo.

Percebi que nem todos os nosso jovens de hoje são preconceituosos.