Mostrar mensagens com a etiqueta população. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta população. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de outubro de 2016

MATTHEW


877 mortos no Haiti. 11 mortos nos EUA. A diferença no número de vítimas não é mero capricho da natureza. A Natureza não tem preferências subjectivas. Os números apenas diferem devido aos modos de governar e administrar os territórios, assim como o zelo com as suas populações. Infra-estrutura, responsabilidade social e governação empenhada no bem de todos; é o que falta no infeliz país das Caraíbas.

O Haiti tem sido martirizado por todo tipo de flagelos, tanto os naturais como os provocados pela incúria e corrupção dos seus governantes. Basta olhar para o tipo de destroços, ruínas e estruturas preservadas para se perceber as diferenças e as razões da disparidade de vítimas e estragos. Mas o mundo ainda não cresceu o suficiente para perceber que a solidariedade é mais eficaz antes que depois dos flagelos. Cada um cuida de si e os pobres... esses logo se verá quando formos brincar às caridadezinhas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

MOBILIDADE URBANA II



As cidades são tudo menos um ambiente humanamente saudável.

Viver segundo interesses economicistas não é saudável. Numa sociedade competitiva é fundamental chegar primeiro, seja onde e ao que for. Isso traz urgência para todos criando um modo febril de estar. Todos se esganam para ficar adiante dos demais. Assim a mobilidade urbana se torna caótica, pois cada um pensa apenas na sua vantagem. E isso multiplicado por milhares, quando não mesmo por milhões, torna-se um problema grave.

Descentralização, desmonopolização são dois vocábulos fundamentais na oferta de qualidade de vida.

O problema da mobilidade passa, entre muitos outros vectores, pelo modo de vida pendular desta sociedade produtora/consumista. Tudo seria mais facilitado com a liberalização e dispersão de horários, tanto de serviços como de comércio. A visão imperialista da estruturação vertical da sociedade e do seu modo de vida leva a uma centralização em função dos benefícios financeiros e não do bem-estar humano.

Com horários alargados do funcionamento empresarial e menores turnos laborais, recorrendo para isso a um aumento de número de funcionários – sem que isso representasse perda de salários para os mesmos – seria possível distribuir os utentes de transportes urbanos sem o doentio vai-vem pendular superlotado dos horários de ponta. Além de assim rentabilizar as próprias carreiras de transportes, algumas das quais só compensam financeiramente a sua existência nesse sufoco de afluências periódicas diárias, mas com grandes incómodos dos utentes que recebem um tratamento de mercadoria; transportados em condições indignas e de risco físico.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MOBILIDADE URBANA I




Mobilidade urbana é o grande tema da actualidade, num mundo cada vez mais citadino e menos rural. A elevada concentração populacional cria enormes problemas na vida das cidades, muitas das vezes pela falta de políticas correctas e corajosas de organização e gestão dos espaços, dos modos de vida e locomoção. A situação é ainda mais grave quando os órgãos de poder e decisão se encontram manietados por grandes interesses corporativos e financeiros.

A coragem de organizar o espaço público em função dos interesses gerais, acima dos benefícios particulares, é algo temerário e impensável para os políticos de hoje. Afinal quem controla e dirige os destinos da política e das nações nos nossos dias são os grandes interesses corporativos e económicos.

A definição do espaço urbano em função do ser humano é imprescindível para o conceito de cidade saudável. As cidades actuais herdaram centros arcaicos inapropriados para os modos de vida de hoje e continuam caindo em erros de urbanismo, muitas vezes ditados por interesses empresariais e corporativos. 

Os espaços urbanos não podem ser zonas estanques divididas em áreas de interesses e conveniências económicas particulares. Todo o cidadão tem de ter no seu raio de acção todo o tipo de recursos que necessite para a vivência do seu quotidiano. Ele tem de ter acesso pelos seus próprios meios físicos naturais a partir da sua residência, a tudo o que necessita para viver; educação, lazer, trabalho, saúde, provimentos (comércio e serviços).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

7.000.000.000

?!

Já somos sete mil milhões de habitantes no planeta. Será para comemorar ou lamentar?

Sobrepovoamento

Sede

Fome

Será que acabaremos assim?