segunda-feira, 24 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

CÂNTICO A UMA VOZ SÓ


A solidão não existe! Assim como a felicidade também não. O que existe é o isolamento, a segregação, o abandono.

Sentado no vazio do meu canto olho o mundo lá fora. E tudo está tão longe. Tudo se apresenta inanimado, sem fulgor, sem interesse.

Sou um, sou dois, somos muitos, num mundo que não foi feito por nós nem para nós.

Eu quero viver. Quero sair lá fora e encontrar sorrisos e paz. Mas como, se a guerra começa em mim?

Eu quero construir um dia de Sol. Quero uma chuva revitalizadora molhando a cidade e os jardins. Quero escutar uma canção de alegria. E dançar ao vento.

Eu quero plantar uma flor e vê-la florir no teu sorriso. Muitas flores. Prados delas.

Quero ter asas e voar por aí. Quero viver livre! Lá fora, no mundo!



quinta-feira, 20 de maio de 2010

INVERNO



A Sul do Equador.

Por aqui falam que vai começar o Inverno. Sim, Inverno... em plena zona tropical... Com uma amplitude térmica entre uma mínima de 23ºC e uma máxima de 31ºC.
Mas isso apenas porque na TV, cuja redacção de programação se situa lá bem mais para Sul, transmite programação onde se recorda a população sobre os cuidados a ter no frio.

Os hábitos e costumes deixaram de ser locais e passaram a ter um discurso global. Isso leva a situações que por vezes rasam o caricato, Senão mesmo o anedótico. Como em pleno Dezembro tropical, com temperaturas acima de 30ºC, pasmo com os vendedores ambulantes trajando barretes de Pai Natal. Como se tivéssemos num inverno gelado dum qualquer pais do Norte da Europa. Ufff!... Só de ver faz calor!

Na evolução civilizacional sobre o planeta sempre prevaleceu a cultura do conquistador e do mais forte. No presente nada mudou. E com os potentes meios de comunicação global, os poderosos da economia ditam o seu calendário de interesse mercantil e impõem a sua avidez subjugando tudo e todos. Nivelando a cultura global pela mais rasteira das motivações; a ganância.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O OITAVO



Portugal é o oitavo pais, a nível mundial, a aprovar uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O anúncio da medida foi feito pelo Presidente da República portuguesa em directo perante as câmaras de televisão, para todo pais em horário nobre. Os portugueses ficaram assim a saber que têm mais uma lei que os confirma na linha da frente da luta pela igualdade de direitos e respeito pela dignidade de cada um. Portugal reafirma-se como pais pioneiro, democrata e respeitador das liberdades.

Também os portugueses ficaram a saber, com essa apresentação televisiva, que têm um Presidente homófobo, cobarde e cínico, que embora não consiga esconder o seu chauvinismo retrógrado, se mascara de arauto da paz politica para sua vantagem pessoal na angariação de simpatias eleitorais.

Parabéns, Portugal! Pêsames, cidadão Cavaco Silva!

domingo, 16 de maio de 2010

OLHANDO O JORNAL


O Papa comenta, no seu regresso ao Vaticano, que foi reconfortante ter visitado Portugal num momento difícil para ele, pois o caloroso acolhimento do povo português foi bem expressivo do seu apoio.

Hoje 200 mil manifestantes deram o seu apoio ao pastor alemão na Praça de São Pedro. Também outros demoníacos líderes tiveram massivas manifestações de apoio popular, como Hitler, Salazar, Franco,...

Parece-me haver aqui uma inversão de valores; afinal quem é suposto dar apoio a quem? Não deveria ser a Igreja um conforto para a Humanidade? Ou deverá agora ser o inverso, a Humanidade a ser um conforto para a Igreja? A julgar pelo comportamento sexual de alguns membros da Igreja... parecem que prevalece a segunda versão.




Mário Soares comentando as medidas de austeridade impostas pelo Governo de José Sócrates: "Não sou só eu que acho estas medidas de austeridade eram imprescindíveis. Também acha isso toda a Europa e todo o Portugal culto, que está informado das coisas". (in DN-Sapo de 16/05/2010)

Pois é, nós que discordamos é que somos uns néscios incultos e desinformados. Obrigado pelo esclarecimento Sr. Dino!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

NA BERMA DO TEMPO



Costumava sentar-me na muralha, olhando o mar. Olhando o vai-vem das ondas. Embalado pelo ritmo compassado do marulhar e da espuma nas cristas que corriam em busca do areal.

Quedava-me olhando o tempo... o passado definhando na memória e o futuro espreitando entre as pregas do sonho e da vontade. A vida era uma esperança de realizações, de anseios, de expectativas. Um túnel luminoso onde a existência se lançava destemida em busca de algo, que na falta de melhor definição apelidava de felicidade.

O presente era tão fugaz...

Mas o azeite gasta-se. A candeia vai tremeluzindo. O Sol desce para o ocaso. O túnel ficou sombrio.

Agora a luz vem de dentro...

terça-feira, 11 de maio de 2010