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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

NA ONU


António Guterres como rosto da ONU dá uma esperança de humanismo e solidariedade para as relações mundiais nos tempos vindouros. Não que os seus antecessores não fossem pessoas de boa índole e conciliadoras, mas o diplomata português tem um CV honroso no seu incansável trabalho de apoio aos refugiados, cada vez mais numerosos, que correm desesperadamente dos conflitos e da miséria.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

MANHÃ DE JULHO



Em 1971, os britânicos Uriah Heep publicaram o seu LP “Look At Yourself”. Nele constava uma canção intitulada “July Morning”.

“E lá estava eu numa manhã de Julho procurando amor.
Com a força dum novo dia amanhecendo e um lindo sol.”

Nas décadas de 1970/80 búlgaros inconformados com a opressão comunista, começaram a rumar anualmente, nos finais de Junho, para as costas do Mar Negro. Inspirados pela canção dos britânicos, assistiam ao nascimento do Sol, no primeiro dia de Julho, sobre as águas a leste.

Tal como a canção, procuravam assim fortalecer-se na esperança dum novo dia, dum novo futuro.

“Com o dia
Veio uma resolução
Eu te buscarei.”


A tradição do "July Morning" perdura. E as multidões continuam ir buscando uma inspiração de renovação a cada primeiro raio de sol primeira manhã de Julho.



Um bom Julho para todos!



Nota: O vídeo tem as legendas em búlgaro.

sábado, 22 de maio de 2010

CÂNTICO A UMA VOZ SÓ


A solidão não existe! Assim como a felicidade também não. O que existe é o isolamento, a segregação, o abandono.

Sentado no vazio do meu canto olho o mundo lá fora. E tudo está tão longe. Tudo se apresenta inanimado, sem fulgor, sem interesse.

Sou um, sou dois, somos muitos, num mundo que não foi feito por nós nem para nós.

Eu quero viver. Quero sair lá fora e encontrar sorrisos e paz. Mas como, se a guerra começa em mim?

Eu quero construir um dia de Sol. Quero uma chuva revitalizadora molhando a cidade e os jardins. Quero escutar uma canção de alegria. E dançar ao vento.

Eu quero plantar uma flor e vê-la florir no teu sorriso. Muitas flores. Prados delas.

Quero ter asas e voar por aí. Quero viver livre! Lá fora, no mundo!



terça-feira, 6 de abril de 2010

PRIMAVERA

É sempre um recomeçar. Afinal todos os dias são um recomeço. Recomeço de algo que por vezes não temos bem a consciência de quê, nem porquê. Mas a jornada prossegue. Como uma sinfonia sem fim; que avança de andamento em andamento. Rumo incerto.

Os dias sucedem-se previsíveis, na sua mutabilidade. A rotina removeu toda a maravilha da descoberta. Todo o deslumbramento. Apenas encheu tudo dum tédio atroz. Criminoso!

A contagem dos dias é um tic-tac angustiante, quase sinistro. O medo de falhar.

A dúvida sempre assalta as debilidades humanas. Mina vontades e determinação. Mas sempre persiste um último recurso; a fé. Não me refiro à fé religiosa, embora essa possa ser inclusa. Falo da esperança que perdura para além de todos os desaires. Do gesto insano de continuar, quando todos aconselham o parar, o desistir. Falo do ficar olhando em frente, quando já nada mais se anuncia a chegar.

Na nossa sociedade urbana ainda há Primavera?