terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

DOR

A dor... que seja dor tamanha, que redima meus paraísos em sofrimento e êxtases! Ámen!

A dor sempre fascinou a alma humana. Encanta e atrai, como qualquer outro desejo proibido pelas puritanas mentes dogmáticas, que perversamente se alimentam do mal-estar alheio, mais que do próprio, fazendo da amargura que semeiam nas existências vizinhas um prado viçoso para a sua luxúria perversa. Graças a Deus!

A guerra, a fome, a miséria... o fascínio da esquálida condição de submissos dum penar sem fim, sem trégua, sem redenção. Graças a Deus!

As dores nem menores, nem maiores, as dores que conduzem o condenado ao cadafalso, na promessa duma libertação pungente no máximo tormento: o martírio. Porque todo o condenado é um mártir; porque todo o condenado é um santo. Graças a Deus!

O deleite da dor, que devassa e viola todos os recantos secretos duma alma fugidia, mas exposta; todas o são. A lascívia da tortura, no romantismo perverso daqueles que se engodam de si, por uma causa demente e beata duma libido criminosa, na exposição vulnerável. Graças a Deus!

Por amor... com muito amor...



De Adélia Prado, “Bendito”

"Louvado sejas Deus meu Senhor,

porque o meu coração está cortado à lâmina,

mas sorrio no espelho ao que,

à revelia de tudo, se promete.

Porque sou desgraçado

como um homem tangido para a forca,

mas me lembro de uma noite na roça,

o luar nos legumes e um grilo,

minha sombra na parede.

Louvado sejas, porque eu quero pecar

contra o afinal sítio aprazível dos mortos,

violar as tumbas com o arranhão das unhas,

mas vejo Tua cabeça pendida

e escuto o galo cantar

três vezes em meu socorro.

Louvado sejas porque a vida é horrível,

porque mais é o tempo que eu passo recolhendo despojos,

– velho ao fim da guerra como uma cabra –

mas limpo os olhos e o muco do meu nariz,

por um canteiro de grama.

Louvados sejas porque eu quero morrer,

mas tenho medo e insisto em esperar o prometido.

Uma vez, quando eu era menino, abri a porta de noite,

a horta estava branca de luar

e acreditei sem nenhum sofrimento.

Louvado sejas!"


Notas: A foto retirei do blog do Diogo Didier "Ser Feliz É Ser Livre" e o poema do blog "Ser e Conhecer"

sexta-feira, 15 de abril de 2011

LAMENTO II (AS DESCULPAS)

Venho apresentar as minhas desculpas pelas dificuldades que alguns de vós encontraram ao tentarem visionar o vídeo que anteriormente publiquei no post "Lamento". Na verdade aquele em torno do qual construí o artigo foi removido do servidor de internet, pelo que se perdeu toda a expontaneidade conseguida pela leitura das imagens desse vídeo.
Tentando reparar essa falha venho aqui deixar a letra da canção, enviada com voluntarioso carinho pelo meu amigo Orlando.
"Tell me why..."
In my dreams children sing
A song of love for every boy and girl
The sky is blue the fields are green
And laughter is the language of the world
Then I wake and all I see is a world full of people in need

Tell me why, does it have to be like this
Tell me why, is there something I have missed
Tell me why, I don't understand
When somebody needs somebody
We don't give a helping hand
Tell me why

Every day I ask myself what I have to do to be a man
Do I have to stand and fight
To prove to everybody who I am
Is that what my life is for
To waste in a world full of war

Tell me why, does it have to be like this
Tell me why, is there something I have missed
Tell me why, I don't understand
When somebody needs somebody
We don't give a helping hand
Tell me why
Tell me why
Tell me why
Just tell me why

Tell me why, does it have to be like this
Tell me why, is there something I have missed
Tell me why, I don't understand
When somebody needs somebody
We don't give a helping hand
Tell me why
Tell me why
Tell me why
Just tell me why

Why why, do the tiders run
Why why, do we shoot the gun
Why why, do we never learn
Can someone tell us why we cannot just be friends
Why Why.

Tradução:
"Digam-me Porquê..."
Em meu sonhos, crianças cantam
Uma canção de amor para cada menino e menina
O céu é azul os campos são verdes

E o riso é a linguagem do mundo
Então eu acordo e tudo o que vejo é um mundo cheio de pessoas necessitadas

Digam-me porquê, isto tem que ser assim?
Digam-me porquê, há algo que me escapou?
Digam-me porquê, eu não entendo
Quando alguém precisa de alguém
Nós não damos uma mãozinha de ajuda
Digam-me porquê

Todos os dias eu me pergunto o que tenho de fazer para ser um homem
Tenho que ficar e lutar
Para provar a todos quem eu sou?
É para isso que minha vida serve?
Para me resignar num mundo cheio de guerra?
Digam-me porquê, tenho de ser assim?
Digam-me porquê, há algo que me escapou?
Digam-me porquê, eu não entendo
Quando alguém precisa de alguém
Nós não damos uma mãozinha de ajuda
Digam-me porquê
Digam-me porquê
Digam-me porquê
Digam-me apenas porquê

Porquê porquê, as más notícias correm
Porquê porquê, vamos disparar a arma?
Porquê porquê, será que nunca aprendemos?
Alguém nos pode dizer porque não podemos ser amigos?
Porquê? Porquê?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O BEIJO

Consta ser hoje o Dia Do Beijo. Ora, como não queremos ficar de fora de mais uma comemoração... beijemo-nos!