
terça-feira, 3 de abril de 2012
POEMA POSSÍVEL

quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
POESIA À LA CARTE
O beijo do toque da mão
Os dedos aflorando a pele
Sentindo o calor do sangue correndo dentro da alma
O chamamento que vem de longe
Num espaço sem tempo
Dum ser que volteia
Na dual unidade
Duma luz sem limite
Agora que já leram o poema, como autor convido-vos a pegarem nos versos e os baralharem, lendo o poema com diferentes sequências dos versos. É a minha proposta de relaxamento para o fim-de-semana.
Beijos para todos!
sábado, 16 de abril de 2011
DOR
A dor... que seja dor tamanha, que redima meus paraísos em sofrimento e êxtases! Ámen!
A dor sempre fascinou a alma humana. Encanta e atrai, como qualquer outro desejo proibido pelas puritanas mentes dogmáticas, que perversamente se alimentam do mal-estar alheio, mais que do próprio, fazendo da amargura que semeiam nas existências vizinhas um prado viçoso para a sua luxúria perversa. Graças a Deus!
A guerra, a fome, a miséria... o fascínio da esquálida condição de submissos dum penar sem fim, sem trégua, sem redenção. Graças a Deus!
As dores nem menores, nem maiores, as dores que conduzem o condenado ao cadafalso, na promessa duma libertação pungente no máximo tormento: o martírio. Porque todo o condenado é um mártir; porque todo o condenado é um santo. Graças a Deus!
O deleite da dor, que devassa e viola todos os recantos secretos duma alma fugidia, mas exposta; todas o são. A lascívia da tortura, no romantismo perverso daqueles que se engodam de si, por uma causa demente e beata duma libido criminosa, na exposição vulnerável. Graças a Deus!
Por amor... com muito amor...
✠
De Adélia Prado, “Bendito”
"Louvado sejas Deus meu Senhor,
porque o meu coração está cortado à lâmina,
mas sorrio no espelho ao que,
à revelia de tudo, se promete.
Porque sou desgraçado
como um homem tangido para a forca,
mas me lembro de uma noite na roça,
o luar nos legumes e um grilo,
minha sombra na parede.
Louvado sejas, porque eu quero pecar
contra o afinal sítio aprazível dos mortos,
violar as tumbas com o arranhão das unhas,
mas vejo Tua cabeça pendida
e escuto o galo cantar
três vezes em meu socorro.
Louvado sejas porque a vida é horrível,
porque mais é o tempo que eu passo recolhendo despojos,
– velho ao fim da guerra como uma cabra –
mas limpo os olhos e o muco do meu nariz,
por um canteiro de grama.
Louvados sejas porque eu quero morrer,
mas tenho medo e insisto em esperar o prometido.
Uma vez, quando eu era menino, abri a porta de noite,
a horta estava branca de luar
e acreditei sem nenhum sofrimento.
Louvado sejas!"
Notas: A foto retirei do blog do Diogo Didier "Ser Feliz É Ser Livre" e o poema do blog "Ser e Conhecer"
segunda-feira, 21 de março de 2011
A CENA
domingo, 22 de agosto de 2010
RELAXANDO

Templo Rurikouin Kyoto, Japão
A Rã e o Mundo
O dia é a noite
A lua é o sol
A rã senta-se e o mundo não se detém
terça-feira, 19 de agosto de 2008
...OF OUR LIVES
Hoje quero apenas ficar ouvindo música. As minhas amadas músicas, que tanta mágoa tenho de não as poder levar comigo quando atravessar para A Outra Margem. Sei que O Barqueiro me dirá que terei de as deixar ficar para trás, como tudo o resto.
Mas tudo o resto até é mais facilmente dispensável. Contudo as minhas músicas... essas será bem mais difícil. Elas sempre me acompanharam e continuarão acompanhando.
Ajudam a suportar o fardo. Tenho sempre uma para cada momento. Há sempre uma música que serve de fundo sonoro para um determinado estado emocional. Há sempre uma melodia que me ajudava a reencontrar o meu rumo.
Eu sou um poeta. Mas se o sou é apenas porque a música vive em mim. A poesia não é mais que a música das palavras.
O título para este texto é uma citação do verso final de «Take a Peble», dos Emerson, Lake & Palmer; estava ouvindo quando quis dar o título ao post.


