domingo, 14 de março de 2010

PROFESSOR E ALUNO



Um dia um adolescente, de 12 anos, suicida-se por causa de bullying. Outro dia um professor vai parar ao hospital, de onde sai de muletas, vítima de violência física de um aluno de 13 anos, que em plena aula lhe atira com uma cadeira e a mochila. Sabe-se então que um mês antes outro professor se havia suicidado por já não suportar mais as injúrias e achincalhamento dos alunos numa turma problemática. E tudo isto em várias escolas de diferentes localidades portuguesas. Num dos países mais pacíficos e ordeiros da paradigmática civilizada Europa.

Mas que se passa? Algo vai mal no reino da educação! E isto não somente em Portugal! Por todo o mundo encontramos os mesmos sinais de rebelião e desrespeito pelas normas de conduta e civilidade que nos guiaram por milénios.

Os paradigmas caem de seus pés de barro. Os modelos rebelam-se e alternam. Os propósitos não são mais os mesmos. Todo o corpo social se revolve num preâmbulo de anarquia e caos. Afinal prefigura-se uma generalizada ruptura cultural, nas mais variadas tradições nacionais e regionais.

Mas não podemos ficar pela observação passiva da constatação do anunciado óbvio. É necessário que cada um faça a sua melhor parte! Está lançada a corrida ao design dos arquétipos do futuro. Que O Divino nos ajude! E inspire!!!

domingo, 7 de março de 2010

DISTIMIA

A cabeça parece estourar numa angústia que não sei de onde vem, ou o que a origina. Apenas sei que tudo em redor me agride e ameaça, como se eu fosse um animal encurralado pelos caçadores mais sanguinários do universo.

A Distimia é uma doença do foro psíquico que se caracteriza por um estado depressivo contínuo, num período muito longo de tempo, contado em anos. E que se não for devidamente tratado, com fármacos e psicoterapia, não sofrerá remissão expontânea, podendo permanecer indefinidamente.

É uma doença socialmente incapacitante pelos sintomas que a caracterizam. Isso pode ver-se pelo perfil de sintomas que a podem caracterizar:
  • Falta de apetite ou apetite em excesso
  • Insónia ou hipersonia
  • Falta de energia ou fadiga
  • Baixa auto-estima
  • Dificuldade de concentração ou de tomada de decisões
  • Sentimento de falta de esperança

Não é necessária a apresentação de todos estes sintomas para o diagnóstico da Distimia, sendo no entanto necessária a presença de pelo menos dois deles. O principal factor a considerar é a prevalência dum estado depressivo por mais de dois anos, ao longo dos quais não hajam períodos de ausência de sintomas por mais de dois meses.

A Distimia desenvolve-se de forma gradual, muitas vezes sem que os técnicos consigam, ao início, determinar se a pessoa está ou não desenvolvendo um quadro distímico. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois da síndrome estar instalada.

A Distimia, embora apresente sintomas de depressão ligeira, não impede que a pessoa desenvolva depressões mais profundas (casos de Depressão Dupla). Aí o seu mau-estar habitual vai se agudizar numa dor mais intensa e num agravamento de sintomas como os relacionados com as capacidades cognitivas, ou de avaliação e decisão. O paciente envereda então por atitudes que não o favorecem e que não consegue posteriormente entender nem reverter.

Devido ao perfil dos sintomas, o paciente distímico assume uma postura anti-social, que o incapacita para o cumprimento das tarefas comuns e essenciais para a sua subsistência, como seja o desempenho de funções profissionais e o convívio familiar e social. O comportamento mais comum é o isolamento em casa, sem receber visitas ou mesmo sem atender o telefone.

O meio familiar em que o paciente se enquadra tende a exigir dele uma mudança positiva, o que é de todo despropositado, pois devido ao seu estado depressivo isso lhe é impossível. Como dizia um psiquiatra: "É o mesmo que pedir a alguém com pneumonia que pare de tossir".

Irritabilidade, impaciência, diminuída capacidade produtiva e débil agilidade mental, são sintomas que o paciente percebe em si e que muito sofrimento lhe causam, mais ainda por perceber a sua imensa incapacidade para os contrariar e contornar. Pungente é a constatação da incapacidade de mobilização da sua própria vontade.

É este o meu quotidiano, a minha realidade diária. O dia-a-dia que conheço e de que é feita a minha vida e daqueles que se acercam de mim e que me amam.

Fontes: Wikipedia e Psicosite

sábado, 6 de março de 2010

12 ANOS


Saiu da escola com intenção de pôr termo ao martírio. O suicídio era ideia fixa na sua jovem mente de adolescente atormentado pela perseguição dos colegas que o violentavam e infernizavam. Amigos o seguiram alarmados tentando demovê-lo; o primo chegou a pegar-lhe nos pulsos, num desespero de o levar a reconsiderar. Mas ele desembaraçou-se, correu, despiu-se e lançou-se às águas frias do rio. Tinha 12 anos.

O bullying sempre fez parte do crescimento das crianças, mas o facto não justifica o comportamento. Muito menos num mundo, como o nosso, em que a competitividade é percebida como prioridade. Há hábitos e comportamentos inaceitáveis numa sociedade que se pretende educada e respeitadora dos princípios de dignidade humana.

terça-feira, 2 de março de 2010

A MÃO



A união dos senhores Alberto João Jardim e José Sócrates em conjugação de esforços para a reconstrução da Madeira é um exemplo a seguir, para se elevar a política nacional acima das querelas infantilóides de críticos sem outro critério que não o do bota-abaixo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

INVERNIA

O vazio resvalando pela indiferença dum mundo apático... sonâmbulo!

Tudo conta abaixo do Sol. Porque procurar diferenças, onde a vida é uma constante universal?

Quem parte? Quem fica? Quem está... Quem foi... Quem não merece, ou quem... quem... quem chora, quem ri...
As fugas e retenções, as meias verdades e os pretextos. A via que se escolhe e a conveniência... de quem?

A vertigem do salto para um abismo repleto. A paisagem magoa a alma sofrida. A redenção mora oculta nas pregas dum quotidiano secretamente íntimo. ...Dissimulado.


Amanhã será um dia melhor!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

KIKI

Kiki é o seu nome.

Kiki é o rosto da alegria da fé justificada.

Ao fim de oito dias soterrado, este menino haitiano de sete anos de idade, saúda o mundo com a inocência dos puros. Um mundo que poderia se esforçar por o merecer, a ele e a todos os indigentes que são a prova viva da injustiça duma civilização desequilibrada e hipócrita.

domingo, 31 de janeiro de 2010

SAPATOS A CAMINHO

Ao caminhares os sapatos falam. E eles dizem: "Olá! Estou a caminho."

Descobrem mundos e levam-te longe. Trazem-te perto. E perdem-te algures. Protegem-te e escorregam, te atirando ao chão.

A sua capacidade de te levar depende da tua determinação de ir.