sábado, 24 de setembro de 2016
CAI, NÃO FICA NADA
segunda-feira, 3 de junho de 2013
HOMENS PARA A ESQUERDA, MULHERES PARA A DIREITA
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
DESCENTRALIZAÇÃO

No passado mês de Dezembro apresentei aqui o meu desalento por ter sido rejeitado o projecto de criação do estado de Tapajós. Acredito que a democracia deve ser um contínuo processo de descentralização de poder, para que ele cada vez esteja mais no domínio dos verdadeiros interessados: os cidadãos. Daí ter entendido a rejeição da divisão do estado do Pará como um retrocesso democrático e uma prevalência do espírito imperialista que ainda domina tanto a política como a sociedade brasileira.
No presente eu moro no Brasil, no estado de Pernambuco, na cidade de Recife. E é partindo da observação dos processos de gestão local, que essa minha realidade me permite, que elaboro esta minha reflexão.
Uma sociedade democrática não pode ser centralizadora. Centralização de poder é sintoma de imperialismo. Não basta apenas derrubar as monarquias e promover eleições republicanas para se afirmar que se vive em países democráticos. É necessário rever todo o sistema administrativo duma nação para se poder falar em democracia e verdadeira participação do povo no seu próprio destino.
Não é centralizando o poder em capitais distantes, ou mesmo próximas, que se consegue uma melhor gestão social e territorial, ou se combate a corrupção. É necessária uma revolução administrativa. Essa revolução tem de conduzir até à descentralização administrativa dos poderes municipais. Criar órgãos políticos junto às populações, bairro a bairro: o chamado poder local. Quanto mais próximas e envolvidas as pessoas estiverem dos decisores políticos, maior o controlo que elas têm sobre todos os processos de gestão que lhes digam respeito, assim como sobre algum possível caso de corrupção. Sendo que, a eleição desses cargos deve ser popular e local, não por nomeação superior.
Vivemos numa época de quebra de dogmas. O paternalismo do poder centralizador é um modelo obsoleto e que já provou ser ineficaz para a satisfação dos direitos de todos. Temos de aprender novos modos de fazer e estar. Temos de assumir a direcção do nosso destino. Temos todos o direito de participar da orientação do rumo das nossas vidas e das condições do nosso quotidiano.
quarta-feira, 2 de março de 2011
PODER OU CONTRA-PODER?
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
INTOCÁVEL?

Serão os poderosos intocáveis?
Veja-se (na foto) a distância respeitosa que o restante pessoal guarda do Presidente. Será mesmo respeitosa ou recearão eles serem atinjidos por algum projétil criminoso (ou estilhaço do mesmo) destinado a liquidar o soberano?
A distância respeitável que o staff presidencial mantém ao soberano lembra o resguardo de repulsa que os hindus guardam dum dalit.
Hum!... Um pensamento assaz bizarro. Tal como bizarra é toda esta hipocrisia de poderes sem poder.
Serão os poderosos mesmo poderosos?
Serão os governantes livres de governar segundo a sua vontade, mesmo que dentro da legalidade da Constituição da nação que os elegeu?
Afinal quem governa? O soberano ou as sombras misteriosas que o controlam através de longos tentáculos invisíveis?
Longe vai o tempo feudal em que o poder tinha o rosto do soberano. Agora o poder não tem rosto; esconde-se e age sub-repticiamente atrás da máscara da democracia.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O PODER: VULNERABILIDADE
Vulnerável.
O poder sempre esteve associado ao dinheiro. Mais ainda na nossa era, em que as relações sociais se baseiam na capacidade de auto-suficiência pela independência económica. Aquele que consegue ser economicamente capaz de prover à sua subsistência em qualquer circunstância é entendido como apto para se autonomizar.
A vulnerabilidade é o grande estigma da nossa sociedade, do nosso mundo. O poder económico. As hierarquias. As hierarquias laborais. As hierarquias sociais e familiares. As hierarquias profissionais. O poder do status. O poder das relações e dos relacionamentos. O poder dos sistemas.
Dependemos até dos favores dos sistemas de saúde para sobreviver. A saúde que deveria ser um bem de acesso universal e completamente livre. Assistimos ao drama duma jovem mãe, que dependente (por falta de recursos económicos) dos sistemas de saúde, vê a sua necessária (urgência confirmada por médicos independentes) cirurgia adiada (por motivos economicistas do prestador de serviços) com os mais ignóbeis estratagemas (confirmada a necessidade da intervenção e feitos todos os exames preparatórios, o prestador de serviços requer repetidamente a opinião de outro clínico para confirmação do diagnóstico, recomeçando todo o processo ad aeternum).
Os que por falta de recursos não podem recorrer (apenas porque não têm dinheiro, muito dinheiro, para pagar!) a clínicos independentes, com garantias de que serão assistidos conveniente e condignamente. Aqueles que se sujeitam ao jogo (muitas vezes, senão sempre, movido pela ignorância) de personalidades de clínicos mal preparados e levianos, que jogam com a sorte alheia na base do seu humor ou do desconhecimento de matérias (da sua área de interesse profissional) que não se dão ao trabalho de pesquisar.
A vulnerabilidade emocional do ser humano é aproveitada psicologicamente, para subjugação, por todos os grupos e agentes sociais. A mais infame é a subjugação do cidadão ao poder do sistema instituído na classe governadora, que é quem dita as leis e gere a sua aplicação (favorecendo uns e penalizando outros, arbitrariamente). A vulnerabilidade psicológica é a mais utilizada para impor a vontade própria sobre terceiros. Mesmo sem conhecimentos técnicos sobre psicologia todos a procuram usar dum modo ou outro.
Com o elevar de consciências (que melhor ou pior se verifica na nossa era) aumenta a sensibilidade (e logo a vulnerabilidade) psicológica de todos e cada um de nós. Os poderosos já se perceberam disso e, mantendo a ignorância das massas (como de costume), utilizam-na (a vulnerabilidade psicológica) a seu bel-prazer, denotando a mais vil ganância e a mais ignóbil (e grosseira) falta de ética.






