terça-feira, 6 de abril de 2010

PRIMAVERA

É sempre um recomeçar. Afinal todos os dias são um recomeço. Recomeço de algo que por vezes não temos bem a consciência de quê, nem porquê. Mas a jornada prossegue. Como uma sinfonia sem fim; que avança de andamento em andamento. Rumo incerto.

Os dias sucedem-se previsíveis, na sua mutabilidade. A rotina removeu toda a maravilha da descoberta. Todo o deslumbramento. Apenas encheu tudo dum tédio atroz. Criminoso!

A contagem dos dias é um tic-tac angustiante, quase sinistro. O medo de falhar.

A dúvida sempre assalta as debilidades humanas. Mina vontades e determinação. Mas sempre persiste um último recurso; a fé. Não me refiro à fé religiosa, embora essa possa ser inclusa. Falo da esperança que perdura para além de todos os desaires. Do gesto insano de continuar, quando todos aconselham o parar, o desistir. Falo do ficar olhando em frente, quando já nada mais se anuncia a chegar.

Na nossa sociedade urbana ainda há Primavera?

4 comentários:

Serginho Tavares disse...

Eu sei que aqui em Recife, primavera nunca houve.
Ou chove ou faz sol e talvez por isto mesmo a esperança ainda exista aqui.
Pelo menos pra mim!

[amo te]
[beijos]

São disse...

Pois que a esperança jamais feneça em teu coração, meu amigo.

Um abraço grande.

Leandro disse...

A fé, por vezes é sem fundamento. Mas quase sempre nos traz bons frutos! Engraçado, não?


Belo texto!

Jorge Oyafuso disse...


Acho que o pessimismo é tão presente na sociedade que fico pensando se a Lei de Murphy, é de fato, lei.

Falando em pessimismo... putz, tô ferrado na prova de Montadores e Compiladores!