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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

NÃO PAZ



O povo votou e mais uma vez o populismo e os interesses de alguns se sobrepuseram à paz e harmonia. A vontade do povo pode ser soberana, mas saberá o povo pelo que vota sempre que vota?
Mais uma vez impõe-se a necessidade de reflectir e debater sobre a democracia e a necessidade de criar um sistema mais justo de decisão.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AGONIA FATAL


A lenta agonia da Democracia. O estertor da sua morte na própria pátria que a viu nascer.


Nunca entendi este modelo político como uma verdadeira democracia. Os sinais da sua fraude eram por demais evidentes, moldada aos interesses dos grandes proprietários da finança mundial que a manipulavam a seu bel-prazer.

A pressão dos governantes da França e da Alemanha sobre o primeiro-ministro grego para que ele desistisse do referendo popular sobre o pacote de ajuda internacional, que acabou por abdicar da ideia, é a prova mais evidente do nojo a que chegou a política mundial e a supremacia da economia sobre o indivíduo humano.

O ser humano já não conta mais! O que prevalece acima de todos os valores são os interesses supra-sagrados da ganância capitalista!

domingo, 4 de outubro de 2009

ORA SIM, ORA NÃO


Em Junho de 2008 os irlandeses votaram NÃO ao Tratado de Lisboa, em referendo. A Europa caiu de joelhos, derrotada. O sonho de continuar na consolidação duma unificação exemplar estava em risco. 

O povo irlandês tinha utilizado o referendo como arma de punição ao seu próprio governo, indiferente ao que esse gesto implicasse para milhões de outros europeus. A unidade de todo um continente estava garrotada por uma só nação.

Em Outubro de 2009 os irlandeses vão de novo repetir o mesmo referendo e respondem SIM. A Europa suspira de alívio. O processo de implementação do Tratado de Lisboa pode prosseguir.

Assolado pela crise económica e procurando apoio para a recuperação do estado de graça anteriormente vivenciado, o povo irlandês pôs de parte a sua arrogância nacionalista e deu o dito por não dito. Afinal as benfeitorias de pertencer a uma super-economia falam mais alto.

Será que isto dignifica a democracia? Será isto a justiça democrática? Será que povos acomodados e desinteressados dos processos políticos, são boa fonte de consulta para decisões maiores?

Não se assemelhará esta democracia por vezes a anarquia? Ou mesmo ditadura, quando uma minoria impõe a sua vontade a uma imensa maioria.

Será que o Povo estará já preparado para uma União supra-nacional?