quarta-feira, 9 de maio de 2012

VALTER



Parado na esquina, da movimentada avenida central com uma pequena rua lateral. Detenho-me por alguns momentos observando apenas o buliço de gentes e viaturas. Sem rostos, sem destinos, apenas vultos que se cruzam no rugido da urgência alienada.

Uma voz corporiza-se à minha frente, num rosto que me interroga por trás duns óculos escuros: - Desculpe! O Senhor chama-se Valter?

O meu olhar desce por um braço que segura um rosto feminino, divertido com a situação.

- Não. – Respondo num sorriso simpático e feliz por alguém, naquele tumulto, ter-se identificado com outro ser humano.

- Desculpe, - insiste ele e com simpatia, explica-se - mas tenho um amigo que é exactamente a sua cara e a sua fisionomia. Até ia para lhe dizer: “Cara, tu não mudas, nem envelheces! Estás sempre na mesma!”

E com o acender do semáforo verde, o encontro diluiu-se no calor da tarde.


Nota: O modelo da foto é o português Valter Carvalho. Desconheço o autor da mesma.

6 comentários:

São disse...

E assim se sai da multidão sem rosto...

Beijinhos com saudade

Serginho Tavares disse...

Tome tento Sr. ManDrag!
Eu acho bom eu começar a frequentar esta rua junto contigo. Walter? Sei, que cantada mais antiga!

Beijos

Hürrem disse...

Ah que maldade Sergio, de repente nem foi cantada!:):):) Mas mesmo que tenha sido, as cantadas de alguma forma recuperam a nossa auto-estima! Eu quando estou com a auto-estima baixa passo em frente a uma obra hahaahaha .

William Oliveira disse...

A cantada é das antigas mesmo! Mas que parece com vc parece!

Eu te sigo aqui já.. vou olhar os outros!
Abraço!

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

kkkk Serginho tá certo ... só q eu diria sim ... sou eu o Valter sim ... há qto tempo não nos vemos né? vamos lá em casa tomar um chá? kkkkkkkkkkkkkkk

São disse...

Amanhã passa pelo "são", não esqueças-

Bons sonhos, lindo.