domingo, 14 de agosto de 2011

LARGO DO ROMPANA

Chafariz do Largo Rompana, Barreiro

Esta manhã acordei e fui parar ao Largo Rompana, no Barreiro Velho. Não me perguntem como, pois já não me lembro. E de foto em foto descobri um blog (fotografia ao momento donde trouxe a foto do chafariz do Largo Rompana) com muitas do Barreiro, para eu matar saudades.
E não só matar saudades, pois visitei o novo Monumento ao Fuzileiro, na nova rotunda da Verderena, onde fica também o novo hipermercado (mais um para o povo gastar o dinheiro que lhe falta nesta época de crise económica).
Soube também do baptizado do Santiago, que me fez muita confusão com o Santiago, mas acredito não ser o Santiago, porque não soube de nenhum baptizado do Santiago e a ter havido baptizado do Santiago quem seria o fotógrafo seria o Raul e não o Paulo. Mas que o Santiago é muito parecido com o Santiago...
Depois ainda fui dar um grande passeio pelo Barreiro Velho e visitei as ruas que percorria para ir e vir da escola, as casas onde morei e os jardins por onde brinquei.

Monumento ao Fuzileiro, Barreiro

Estive também no pontão da Avenida da Praia, donde uma vez ia caindo nos pedregulhos expostos pela maré-baixa, ao caminhar de costas, observando o aviãozinho de asas rotativas que voava alto ao vento e eu controlava através duma guita de nylon. Quando ao pousar o pé direito não senti chão debaixo do calcanhar, olhei para baixo e apanhei um tremendo susto ao ver os enormes calhaus esperando com as arestas apontadas para mim. Na época ainda o pontão não tinha o pequeno guindaste, com que depois foi aparelhado, pelo que eu não tinha nenhuma referencia do final do cais. Já estava noite e eu completamente sozinho. Nesse momento foi Goroth quem me amparou e pude recuperar o equilíbrio. Recomposto do susto, voltei em silêncio para casa. Nunca ninguém soube desse episódio.

Avião de brinquedo, que voa seguro por uma guita como um papagaio (pipa)

Num impulso de “procura o avião que encontrarás” eis que achei na internet uma foto dum modelo idêntico àquele com que eu brincava no Barreiro em 1969. Hoje estou achando tudo do meu passado na net. Mete medo! Vou parar por aqui.

4 comentários:

Serginho Tavares disse...

Que susto tomaste!
Mas enfim, sobre o post, é sempre bom revisitar o passado e melhor ainda quando conseguimos encontrar referências deste passado

Beijos meu amor, foi ótimo ver seu rosto sorrindo com as fotos

Glorinha L de Lion disse...

Imagino que sim, meu amigo! Hoje, inspirada por teu post sobre a escrita, te fiz uma pequena homenagem, beijos,

Mari disse...

É...mete mesmo medo. Ver que as coisas que nos eram tão presentes hoje já não são mais.
Mas o bom de encontrá-las é perceber que existiram mesmo. Existe(ou não) um docinho de caju duma caixinha amarela que eu adorava comer quando era criança, e não existe mais. Nunca achei na internet. E quando falo dele, ninguém reconhece...Será que eu imaginava ou misturo as lembranças infantis? :)

Abraços, amigo!

Beth/Lilás disse...

ManDrag amigo,
Como já dizem por aí "Recordar é Viver".
Já experimentastes passear no Google Earth para ver sua terrinha?
É muito legal, vai lá!
bjs cariocas