quarta-feira, 12 de maio de 2010

NA BERMA DO TEMPO



Costumava sentar-me na muralha, olhando o mar. Olhando o vai-vem das ondas. Embalado pelo ritmo compassado do marulhar e da espuma nas cristas que corriam em busca do areal.

Quedava-me olhando o tempo... o passado definhando na memória e o futuro espreitando entre as pregas do sonho e da vontade. A vida era uma esperança de realizações, de anseios, de expectativas. Um túnel luminoso onde a existência se lançava destemida em busca de algo, que na falta de melhor definição apelidava de felicidade.

O presente era tão fugaz...

Mas o azeite gasta-se. A candeia vai tremeluzindo. O Sol desce para o ocaso. O túnel ficou sombrio.

Agora a luz vem de dentro...

3 comentários:

São disse...

Mas como a tua luz interior é muito intensa ...não se apagará rapidamente.

Beijinhos, Amigo.

Serginho Tavares disse...

a São disse tudo!
esta tua luz nunca se apagará meu amor!

amo te

Leandro disse...

Belo!