quinta-feira, 10 de junho de 2010

ROUPAS

Em Aveiro (Portugal) um desfile com escolas do ensino primário e pré-primário, em comemoração dos 100 anos da República em Portugal, apresenta um grupo de crianças trajando o uniforme da Mocidade Portuguesa (organização infanto-juvenil da ditadura que governou no país até à Revolução de 1974, inspirada na Juventude Hitleriana).

Também em Portugal Associações de Pais de estudantes agitam-se por causa de regulamentos de certas escolas que tentam impor regras ao modo de alunos e professores se apresentarem nos estabelecimentos de ensino. O pretexto é de certas roupas não serem dignificantes do espaço e ambiente escolar.

Isto ainda me traz à lembrança a proibição, em certos países da Europa, de crianças e jovens estudantes se apresentarem nas escolas de véus e outros acessórios que lhes cubram a cabeça ou mesmo o rosto.

Assuntos polémicos, pois trazem à discussão o direito à liberdade de expressão, o respeito pela opinião dos outros e o direito de regulamentar do estado e seus organismos.

Parece-me que o bom senso deve imperar em tudo. Por certo que se a uns cabe o direito à liberdade de expressão e afirmação, aos outros também cabe o direito à tranquilidade. Certas modas de vestir são um verdadeiro assedio libidinoso; como calças escorregando traseiro abaixo até deixarem a descoberto os boxers tapando as nádegas (nos rapazes) e as mini-mini-saias ultra pequenas (nas raparigas). Para apresentar apenas dois exemplos.

E a utilização de uniformes nas escolas? Para alguns isso faz lembrar tiques de ditadura. E branqueia as injustiças sociais ao camuflar as diferenças de classe sob uma vestimenta artificial.

Muito difícil agradar a gregos e a troianos!

6 comentários:

Serginho Tavares disse...

Sim meu amor. É mesmo muito difícil agradar as pessoas. É como o conto do velho, menino e burro.
Este teu post me fez lembrar que quando ainda estudava. O diretor da escola (e também dono da mesma)proibia os rapazes de usar bermudas, entretanto as raparigas podiam ir de mini-saias às aulas e a resposta que ele deu a tamanha bobagem foi que mulher é bonito de se ver.
Como melhorar um país quando o próprio educador ensina aburdos como estes?

Serginho Tavares disse...

PS: Amo te

Mari disse...

Acho uniforme uma bobagem e gasto de dinheiro e de linha, depois que acabar,aquela roupa vai servir pra que?Concordo que devem restringir alguns tipos de vestimentas, mini-mini-saias e afins...

Aqui na Turquia em universidades públicas o véu é proíbido. É bem complicada essa questão. Eles têm mt medo que um retrocesso aconteça;

Eu tirei uma foto pra minha carteirinha de estudante, com uma fita no cabelo. Mandaram eu tirar outra foto, pq qualquer resquício aparente a um véu na cabeça, não é permitido nas fotos. Nem isso! Nem a classificação de véu, faixa de cabelo, bandana, eles sabem fazer, e acabam por não permitir nada na foto. Palhaçada, ne?

RAFAEL disse...

obrigado pela visita...fazia tempo que não aparecia..

cara, odeio uniformes, sejam eles qual forem, até jaleco de médico eu não curto...rs.

Agradar a todos é uma tarefa impossivel...agrado a mim, que já basta.

abração.

António Rosa disse...

Não gosto nada de uniformes, nem exercem em mim nenhum fascínio de natureza sexual. Deve ser porque em criança fui obrigado a usar a farda da Mocidade Portuguesa e em mais crescido, durante 3 anos a farda do exército, no serviço militar obrigatório.

Abraço.

Hürrem disse...

Bom, particularmente acho os uniformes uma coisa boa nos primeiros anos escolares, mas depois quando se vai para o Segundo grau ou Liceu, acho bobagem mesmo. Na minha infancia meu pai não tinha dinheiro para me comprar roupas sempre e eu estudava com bolsa de estudos em uma das melhores escolas particulares da cidade, senão fosse o uniforme, realmente eu seria muito mais discriminada (do que já era) pelas outras crianças de classe economica mais alta que a minha....então a meu ver, o uniforme padroniza sim, de uma certa forma, as desigualdades e então sou a favor, pois o ser humano "criança" pode ser muito cruel muitas vezes. Abçs.