domingo, 25 de julho de 2010

DOMÍNIO E PODER

É este um mundo moldado por ideais de competitividade. Desde a mais tenra idade somos instigados a ver o próximo como um rival e a procurar superá-lo para podermos ser reconhecidos como vencedores; que temos de ser... mas que na verdade nunca chegamos a ser. O que resulta são frustrados egocêntricos que procuram de qualquer modo subjugarem os que o rodeiam a um despotismo patético.

Um mundo de ilusão e alienação. Mas um mundo perverso de pequenos déspotas que infernizam a vida dos que os rodeiam. Um quotidiano em que cada circunstância pode servir para amesquinhar o próximo na procura da satisfação dum ego que nunca se satisfaz.

Já haveis percebido que não estou falando dos grandes, dos senhores que governam, dos senhores que dominam o mundo através da economia e das armas, mas sim dos anónimos na multidão, das gentes comuns que vivem a obsessão do domínio. Falo da tristeza de não ter um sentido na vida e tentar compensar a falta de carácter com um pseudo-controlo dos mais vulneráveis que o rodeiam. Cobardia!

Fazer a vida dos outros um inferno quotidiano não traz vantagem. Quanto muito apenas uma falsa sensação de conquista.

Numa sociedade injusta e desnivelada geram-se as condições para todos os despotismos, propiciando o desenvolvimento de comportamentos mesquinhos gerados na inveja dos que nunca conseguem alcançar a satisfação, que apenas uma consciência equilibrada e em harmonia pode proporcionar.

6 comentários:

Serginho Tavares disse...

Infelizmente são pessoas assim que mais vemos ao redor!

São disse...

Se os maus exemplos vêm de muito acima, que mais podemos esperar?

Deus nos valha!!

Beijinhos, meu Amigo.

Hürrem disse...

Mandrag, o teu texto me fez lembrar um episodio recente que aconteceu comigo, eu estava no avião, e minha bagagem de mao estava do outro lado, por nao haver espaço proximo do meu assento. Então pedi a um homem se poderia me dar licença para que eu pudesse pega-la, mas o sujeito naquela ânsia para descer logo do avião, com medo de que eu fosse sair na frente dele nessa "competição" me disse simplesmente: "Não posso minhas mãos estão ocupadas" Mas eu nem tinha ousado pedir para ele me ajudar, somente pedi licença para eu mesma pega-la. Mas as pessoas estão assim desssa forma, te consideram uma adversário até no simples ato de descer de um avião e pegar a tua bagagem! Realmente teu texto vem bem a calhar. parabens!

Mari disse...

Mandrag, como sempre vc nos traz uma boa reflexão.

Gostei mt do seu texto todo, mas reli o último parágrafo umas 3 vezes pq gostei, pq é verdade.Só uma mente equilibrada e em harmonia pode encontrar satisfação. E digamos tb, além de satisfação, paz. Como deve ser ruim ter a cabeça pensante dessas pessoas egocêntricas...É de dar mt pena.

Clarice disse...

Quando adolescente, hiperativa sem diagnóstico, recebia tarefas extras para não perturbar os demais. Coube-me encapar livros da biblioteca da escola por um mês. Virei perita nisso, rs. Aquela pequena coleção de livros era vista pelos alunos que a usavam como um tesouro. Até para passar as páginas era tomado um cuidado extremo.Poucos tinham algum livro em casa.
Um livro que não é dividido é inútil, esteja onde estiver, na prateleira ou no lixo. Triste isso!

Clarice disse...

Comentário que deixei para o post anterior. Acontece depois dos 55 anos. Ai! Ai! ;)